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Valdir Barbosa: União Europeia em risco de inflação por causa do El Niño e guerras

Gás natural, petróleo e adversidades climáticas deixam europeus preocupados com a insegurança alimentar. Há várias perdas de alimentos que podem desequilibrar o mercado agrícola do continente

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Na Europa, as quebras de milho e pastagens na França e Alemanha podem subir o custo na produção de carnes e leite • Pixabay

Amigas e amigos do Agro!

A Europa também acende alerta quanto ao risco de uma inflação recorde dos alimentos em 2027, sendo o Estreito de Ormuz e o El Niño, sendo os principais indicadores. O Mar Negro também tem seus problemas com navegação devido a guerra de 4 anos entre Rússia e Ucrânia.

Também regiões da Ásia e África de clima sub-tropical como o Brasil, estão no momento de começar o plantio de suas lavouras e faltam fertilizantes, caso do enxofre e da ureia, este o mais consumido no mundo, além do riscos de abastecimento causados pelo petróleo.

O Brasil contornou parte das dificuldades, mas ainda não superou a falta dos fertilizantes, que chegaram com custos muitos elevados. Há preocupação com os nitrogenados para o plantio do milho na segunda safra.

Quanto ao óleo diesel a situação segue relativamente controlada, reduzindo risco imediato de abastecimento. Tudo isso afeta a margem final do produtor levando preços mais altos ao consumidor.

Na Europa, as quebras de milho e pastagens na França e Alemanha podem subir o custo na produção de carnes e leite. São 2 países que tiveram perdas importantes no cultivo da batata e principalmente da beterraba, que da1 origem ao açúcar europeu.

O volume produzido de vinho francês cai 14% em relação a média dos últimos 5 anos, enquanto Portugal a safra 26/27 de vinho cresce em torno de 12%.

O inverno europeu está chegando e além dos preços dos alimentos, uma outra preocupação é com o gás natural que chega através de navios e deverá ter redução de 7%, não por racionamento, mas pelo preço a ser pago pelas famílias.

Os europeus estão numa encruzilhada com o gás liquefeito russo por causa da restrição dos contratos a partir de janeiro, numa represália a guerra contra a Ucrânia.

O gás natural, levados por gasodutos, terá seus contratos finalizados até o mês de novembro. Por isso, os europeus buscam se adaptar a novas fontes de energia e a compra do gás de outros países como Estados Unidos, Argélia, Noruega e Azerbaijão.

No final do jogo, a maior preocupação das autoridades mundiais é com a segurança alimentar do planeta, melhor caminho para garantir a paz entre os povos. Por isso, o governo deveria valorizar um pouco mais o agro, que sustenta o PIB brasileiro.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

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