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Cotação do algodão cai, mas segue acima da paridade de exportação

Cotações recuaram em setembro e continuam em baixa no início de outubro, pressionadas pelos preços internacionais, pelo menor interesse comprador e pela preferência das indústrias por contratos já firmados

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Plantação de algodão com plantas enfileiradas e capulhos brancos de fibra distribuídos pelos ramos.
Menor interesse por novas aquisições e preferência das indústrias por contratos já firmados pressionam os preços do algodão em pluma. • Unsplash

Os preços do algodão em pluma seguem em queda neste início de outubro, após recuarem também em setembro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento está relacionado à redução das cotações internacionais, ao menor interesse por novas compras e à preferência das indústrias pelo cumprimento de contratos já firmados. Mesmo com a baixa, os valores internos permanecem acima da paridade de exportação.

De acordo com os pesquisadores, boa parte das indústrias tem priorizado o uso da fibra contratada e dos estoques disponíveis. Além disso, algumas empresas buscam comprar matéria-prima por preços inferiores aos pedidos pelos vendedores.

Esse cenário dificulta o fechamento de novos negócios e contribui para pressionar as cotações do algodão em pluma.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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