Europa endurece regras para importar carnes brasileiras

Amigas e amigos do Agro!
Autoridades brasileiras aproveitam o encontro do G7 na França para buscar alternativas de acordo com a União Europeia sobre a entrada de proteínas animais no mercado europeu e não haja bloqueio a partir do dia 3 de setembro.
O comunicado oficial é assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, que destaca a proibição de carnes bovina, aves, peixes, cavalos, mel, tripas e derivados. A decisão foi aprovada em votação unanime dos 27 integrantes da entidade.
Diante disso, nota-se a enorme dificuldade de uma reviravolta imediata. Lembrando, que Uruguai e Argentina estão livres para exportar as proteínas para os europeus.
O governo brasileiro concorda com as normas europeias, entretanto, continua afirmando que foi pego de surpresa. E não foi!
Já em 2019, as regras estavam definidas. Em abril houve nova recomendação e como o governo brasileiro não se manifestou, veio a exclusão oficial do Brasil como exportador de carnes para a União Europeia.
Não há como dizer que houve incompetência das autoridades brasileiras do setor. O que houve foi negligencia, avalizada pelo Ministério da Agricultura pela portaria divulgada no dia 27 de abril.
Portaria que proibia a fabricação, comércio e importação dos antimicrobianos, várias marcas citadas pela União Europeia.
E para aliviar os estoques de medicamentos, então proibidos, o comércio poderia prosseguir nos 6 meses seguintes.
O que significa isso? Significa que o Brasil tinha o uso autorizado dos antimicrobianos proibidos na Europa e que são permitidos aqui até hoje, enquanto houver estoque, até 27 de outubro.
O português Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, que também esteve com o presidente Lula, se desviou do assunto em entrevista coletiva e reafirmou que tudo vai ser tratado pela Comissão Europeia.
Vai ser difícil reverter o processo!
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.
