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Carro elétrico popular vai dar certo na Europa? E no Brasil daria?

Stellantis reage aos chineses e produzirá em 2028 o primeiro urbano de baixo custo e até € 15 mil

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A proposta da Stellantis é trazer um carro barato do tipo City Car, como o Smart da foto • Jorge Moraes | Itatiaia

Detroit — No final de semana do Investor Day, em Michigan, EUA, a Stellantis confirmou o desenvolvimento de um novo carro elétrico compacto de baixo custo para o mercado europeu. Será que o projeto terá chances de ser internacionalizado pelo grupo.

Se depender do CEO Antônio Filosa sim. Porque a empresa está trabalhando para simplificar plataformas globais respeitando a regionalização dos mercados.

O plano prevê um modelo urbano com preço estimado em cerca de € 15 mil, aproximados US$ 17,5 mil, numa tentativa de devolver protagonismo às marcas tradicionais diante da invasão chinesa no continente.

A Fiat poderá protagonizar uma nova etapa no setor que reage aos asiáticos de baixo custo e os ítalos-americanos estão acelerando para isso, conversando com os governos e com a cadeia produtiva local.

Para o Brasil, a meta é apostar no que eles já tem no portfólio. O assunto será debatido em nossa coluna da quarta-feira, assim como no CNN Turbo, na TV.

O carro popular a combustão no Brasil é algo que já deixou de existir faz tempo e a produção de elétricos subcompactos está no radar da empresa.

O novo “E-Car” será fabricado em Pomigliano d’Arco, na Itália, a partir de 2028. No complexo industrial eles produzem o Alfa Romeo Tonale, Fiat Panda e o Dodge Hornet. O carro será um subcompacto criativo e vai fazer parte da estratégia da firma para ampliar a democratização dos elétricos no Velho Continente.

Parcerias

Pelo visto aqui em Detroit, três empresas fazem parte do planejamento: Fiat, Citroën e Opel, que vão compartilhar arquitetura, componentes e tecnologia assim como a assinatura para aquele que vamos considerar como um novo Smart europeu para enfrentar a "chinesasada" e seus modelos ricos em tecnologia, design e autonomia acima dos 300 quilômetros.

O consumidor europeu, assim como o cliente brasileiro quer um elétrico que justifique o investimento. Que custe pouco e entregue muito. A regra do baixo valor vai servir para atender com modelos híbridos, o mercado norte-americano que receberá veículos das marcas da Stellantis abaixo dos U$ 40 mil.

Antônio Filosa, no Investor Day 2026, deixou claro que pretende acelerar a regionalização industrial, ampliar parcerias globais e fortalecer a produção local de baterias para sustentar a nova geração de compactos a bateria.

Para o Brasil, o que vem por aí está longe de ser um "popular" mas será o compacto LeapMotor B03X, abaixo dos R$ 150 mil e concorrente dessa nova onda de consumo urbana liderada pela BYD com o Dolphin Mini e o Dolphin GS, Geely EX2 e já já os novos DFM Box, GAC Aion UT e MG4 Urban. Os dois últimos nas lojas agora junho e julho.

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Jornalista, creator, diplomado pela Universidade Católica de Pernambuco, técnico em mecânica e premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país. Atua no segmento desde 1995 e está presente nas principais coberturas de lançamentos e salões nacionais e internacionais.