Adaptações
Ora, se o Brasil está envelhecendo sem enriquecer antes, o que assombra o futuro dos idosos, o mercado está tratando de resolver a falta de perspectivas

Resiliência - essa palavrinha relativamente nova da qual gosto muito – define a capacidade de adaptação diante das mudanças. O mundo nos dá exemplos o tempo todo e um deles fica perceptível em recente reportagem do Felipe Quintella. Ele encontrou, na diferença entre contratações e demissões, a criação de 4.800 novos empregos para pessoas de idade entre 50 e 64 anos no Estado, nos primeiros cinco meses desse ano.
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De todos os setores, provavelmente o que mais sofre é o de supermercados, por conta da expansão de suas lojas e a combinação pouco atraente de trabalho e salário. Já é comum o feirão de empregos, anúncios no rádio e outros esforços de seleção. O grupo Super Nosso saiu na frente e já tem 20 por cento de seus colaboradores com mais de 50 anos. Estão, principalmente, no caixa, na segurança, na cozinha e na padaria.
Uma das recém-contratadas, Antônia, de 64 anos, vivia entregando currículo e ouvindo o famoso “vou te chamar”. Agora, sente-se valorizada, útil e garante que pode oferecer, além da experiência de vida, responsabilidade, assiduidade e comprometimento. Enfim, é o mundão velho de meu Deus resolvendo os problemas que os homens criam com suas ações e omissões. Vida que segue.
Antes de trabalhar no rádio, Eduardo Costa foi ascensorista e office-boy de hotel, contínuo, escriturário, caixa-executivo e procurador de banco. Formado em Jornalismo pelo UNI-BH, é pós-graduado em Valores Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, possui o MBA Executivo na Ohio University, e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Agora ele também está na grande rede!



