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Parlamentares se dividem sobre êxito em delação de Vorcaro

Assinatura de CPMI não é termômetro para caso Master

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Daniel Vorcaro, do Banco Master
Daniel Vorcaro, do Banco Master • Reprodução

Parlamentares no Congresso Nacional se dividem em relação à expectativa de uma eventual delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Existe uma corrente que acredita que, mesmo que a delação ofereça mais informações do que o conjunto probatório atual, ela pode não ser aceita por temor de que peças do próprio Judiciário sejam afetadas.

Há outra linha que avalia que Vorcaro tem oferecido informações a conta-gotas, acrescentando pouco além do que as investigações já apontam, em uma estratégia para escapar da delação e da prisão de uma só vez.

Nessa linha de pensamento, Vorcaro não faria delação, pouparia muitos dos envolvidos, a investigação terminaria com a conclusão de que o conjunto probatório existente já está completo e de que ele não oferece risco às testemunhas. Nesse caso, muitos advogados, inclusive, acreditam que ele possa responder ao julgamento — que pode demorar anos — em liberdade, ficando proibido apenas de deixar o Brasil.

Maioria deseja CPMI

Já no âmbito do Congresso Nacional, na mobilização pela CPMI, que não deve sair do papel, pelo menos antes das eleições, muitos parlamentares afirmam que a maioria deseja a comissão, mas que há figurões contrários à sua instalação, como o próprio presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que avalia que uma Comissão Parlamentar de Inquérito pode contaminar a corrida eleitoral. Aliás, muitos torcem justamente por essa contaminação do processo eleitoral, na expectativa de obter vantagem sobre seus adversários.

Correndo o risco

Entre os que desejam a CPMI, muitos não assinaram o pedido para não comprometer suas lideranças. Já entre os que são contrários, vários assinaram apostando que Alcolumbre não autorizará a instalação da comissão.

Divórcio

Há ainda os casos de parlamentares que temem a delação não por estarem envolvidos no escândalo de corrupção, mas por terem participado de festas promovidas por Vorcaro e, por consequência, recearem a reação de suas esposas e o fim de seus casamentos.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.