Zema elogia Joaquim Barbosa e alimenta rumor sobre vice
Candidato do Novo à Presidência diz que teve primeira conversa com ex-ministro do STF, elogia trajetória no combate à corrupção e afirma que eventual composição ainda depende do partido

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), elogiou nesta segunda-feira (27) o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e reforçou as especulações de que ele pode integrar a chapa presidencial como candidato a vice nas eleições deste ano.
Questionado sobre a possibilidade durante entrevista após a convenção nacional do Novo, que oficializou sua candidatura à Presidência da República, Zema afirmou que ainda não há definição, mas fez uma defesa enfática da trajetória do ex-presidente do Supremo.
"O ministro Joaquim Barbosa foi, com toda certeza, um ministro que nunca fez nada que desabone a conduta dele. Nunca teve nenhum contrato milionário. Todos nós conhecemos uma carreira irretocável. E a principal bandeira dele talvez seja justamente o que o Brasil mais precisa hoje: o combate à corrupção", afirmou.
Segundo Zema, os dois tiveram uma conversa inicial e uma nova reunião deverá ocorrer nos próximos dias. O presidenciável, porém, ressaltou que uma eventual composição ainda depende da concordância do partido.
"Tive uma conversa muito breve com ele. Não temos nada definido. Devemos marcar uma outra conversa, mas isso ainda depende do partido concordar com o nome dele. Está tudo por acontecer", disse.
A candidatura de Zema foi oficializada nesta segunda durante convenção realizada em Brasília. Participaram do evento o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, o pré-candidato ao governo do Ceará, senador Eduardo Girão (Novo-CE), e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado pelo Paraná.
Ataques ao PT e ao governo Lula
A convenção foi marcada por críticas ao PT e à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em seu discurso, Zema voltou a afirmar que encontrou Minas Gerais em um cenário de "terra arrasada" ao assumir o governo estadual, em 2019, após a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT).
O presidenciável também voltou a defender o discurso de combate à polarização política. Segundo ele, o eleitor estaria cansado da disputa entre os mesmos grupos políticos e passaria a votar "contra alguém", e não mais "a favor de alguém".
"Depois de uma ou duas décadas, o brasileiro cansou dessa polarização, do desrespeito, da agressividade e da falta de propostas. É necessário dar um basta nesse tipo de situação", afirmou.
Recado indireto ao PL
Sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também candidato ao Palácio do Planalto, Zema afirmou que o próximo presidente da República não pode ter "rabo preso" com casos de corrupção.
A declaração ocorreu ao comentar investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o escândalo relacionado ao Banco Master, tema que tem sido explorado pelo Novo para diferenciar sua candidatura das demais forças da direita.
O Novo disputa neste ano sua terceira eleição majoritária nacional. Segundo o partido, a legenda lançará cerca de 1.250 candidatos em todo o país nas eleições de 2026.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



