'Nós somos capazes de trazer a justiça', diz parlamentar inglesa sobre Mariana
O parlamento recebeu o grupo de atingidos que está em Londres para acompanhar o início do julgamento

Um grupo de nove atingidos pelo rompimento da barragem de Samarco, em Mariana, foi recebido no Parlamento Inglês, prédio anexo ao famoso Big Bang, nesta terça-feira (22).
Na audiência, a parlamentar Polly Billington, disse que a Inglaterra pode contribuir para que haja justiça pelo rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015. "Nós somos capazes de trazer a justiça", afirmou a congressista.
Durante a audiência, Ana Carolina Salomão, sócia do escritório Pogust GoodHead, reforçou que, apesar de o julgamento estar ocorrendo em Londres, a legislação brasileira, considerada moderna, está sendo utilizada.
O julgamento tem duração de quatro meses e termina em março, quando será dada a sentença declarando a BHP culpada ou inocente. A Vale fez um acordo judicial e saiu do processo. No entanto, em caso de condenação, o pagamento da indenização será dividido.
A ação, movida por mais de 600 mil pessoas e 46 prefeituras, representadas pelo escritório Pogust GoodHead, pede R$ 230 bilhões de indenização.
O escritório e os atingidos estão se reunindo, ao longo dos últimos anos, com parlamentares ingleses e australianos em busca de apoio político para a causa judicial.
Jake Richards, um dos parlametares que convocou a audiência antes de ser eleito, era advogado do Pogust GoodHead e trabalhou no caso no Brasil entrevistando vítimas em Minas e no Espírito Santo. "Eu espero que nas próximas 10 ou 11 semanas, a justiça seja feita", afirmou ele.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



