Metade dos candidatos à PBH não perdem nada, mesmo se perderem as eleições; entenda
Postulantes que são parlamentares estaduais ou federais permanecem no poder e se tornam mais conhecidos, mesmo que não saiam vitoriosos das eleições municipais

Metade dos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte não perdem poder, mesmo que, eventualmente, percam as eleições. Quando o postulante é deputado estadual, federal ou senador, na maior parte das vezes, mesmo que não vença o pleito municipal, ele aumenta sua visibilidade e seu capital político para as próximas disputas. Muitos, inclusive, concorrem aos cargos, visando um próximo passo.
Puxador de votos
Essa posição acaba conferindo um benefício duplo. Ao mesmo tempo que turbina seu nome para a próxima disputa, o político, ao se colocar como candidato majoritário do seu partido, puxa votos para a chapa proporcional, ou seja, para os candidatos ao cargo de vereador.
A menos que tenham um desempenho pífio ou que cometam grandes equívocos que manchem suas imagens, os parlamentares estaduais e federais enxergam mais vantagens que desvantagens nas candidaturas municipais.
Sem cargo eletivo
Um outro perfil de candidato que é favorecido em eleições municipais, mesmo que não vença as eleições é aquele que, na verdade, está de olho nas próximas e quer apenas se tornar mais conhecido ou testar seu nomes. A disputa, nesse caso, funciona como um teste em que o candidato testa seu potencial de votos.
Tudo ou nada
Já os que disputam a reeleição ou estão no cargo de vereador e optam por disputar a prefeitura correm um risco maior, já que se não vencerem, ficam sem cargo. E na política, existe uma máxima "o melhor amigo do político é o mandato". Sem cadeira, não há poder de mando, não há cargos e não há recursos para entregas públicas.
PBH
Em Belo Horizonte, um candidato é senador, dois são deputados federais e dois são deputados estaduais. Os outros cinco não tem cargos eletivos.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



