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Marília reage à defesa do PT sobre candidatura e aposta em frente ampla e despolarização

Pré-candidata ao Senado vai na contramão do que defende o partido

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Marília Campos • Luci Sallum | PMC.

Após nota do Partido dos Trabalhadores (PT) defendendo candidatura própria, a pré-candidata ao Senado, ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), reagiu na contramão. A petista defende a formação de uma frente ampla e alega que o PT, até o momento, não tem viabilidade para lançar um nome da sigla para o Governo do Estado.

A pré-candidata aposta em uma estratégia que foi adotada pelo próprio presidente Lula na última eleição, investindo em candidaturas de legendas aliadas que tenham nomes mais competitivos. A leitura é que essa composição ajuda o partido a diminuir o peso do antipetismo.

“A decisão de lançar candidatura própria ao Governo de Minas Gerais em 2026, reafirmada na nota divulgada pelo PT mineiro, merece reflexão. Embora legítima do ponto de vista partidário, ela representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado”, afirma a nota divulgada pela equipe de Marília.

As pesquisas têm mostrado que Marília é a pré-candidata mais competitiva da base de Lula para disputar o Senado. Na nota, a própria candidata reforça que seu nome pode garantir ao PT não apenas a cadeira, mas um ativo político importante para um possível próximo mandato do presidente Lula. “A candidatura é estratégica porque Minas não possui atualmente senadores da base do presidente Lula e porque representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários. Esta é a única disponibilidade de Marília e este é o palanque petista que poderá sustentar a reeleição de Lula”, diz o texto.

Apesar de alguns correligionários insistirem que o nome de Marília também seria uma opção para o Governo de Minas, a ex-prefeita nunca considerou essa possibilidade e teve seu nome referendado internamente para disputar uma cadeira na Casa Alta.

“Por outro lado, a pré-candidatura de Marília Campos ao Senado — construída coletivamente, aprovada pelas instâncias partidárias desde janeiro e respaldada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva — demonstra força real. Marília deixou a Prefeitura de Contagem, onde governava com ampla aprovação popular, para percorrer Minas, dialogar com prefeitos, vereadores, setor produtivo e movimentos sociais”, diz o posicionamento.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.