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FIEMG apresenta a Pacheco proposta para ampliar número de hidrelétricas no pais

Projeto foi desenhado pela entidade e prevê a flexibilização das regras de licenciamento ambiental

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Presidente da FIEMG, Flávio Roscoe
Presidente da FIEMG, Flávio Roscoe • Reprodução/Redes Sociais

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, entregou ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD), nesta quarta-feira (10), projeto que prevê a flexibilização das regras de licenciamento ambiental para construção de usinas hidreléticas. Segundo ele, além de ampliar a matriz de energia limpa, a proposta vai contribuir para a diminuição do valor da conta de luz.

Fila de espera

De acordo com Roscoe, existe uma fila de projetos de construção de hidrelétricas no Brasil parados. "Hidrelétrica, a gente tem um potencial no Brasil todo mais de três vezes maior do que a capacidade instalada Então você tem várias hidroelétricas há anos na fila de licenciamento, há anos aguardando que o processo ficou muito moroso", explicou.

Conta de luz

Segundo o presidente da FIEMG, a dificuldade de construir hidrelétricas no país, aumentou o preço da energia nos últimos anos. "Em 94, nós tinhamos 97% de fonte renovável na nossa matriz elétrica. E no ano passado, foi 89%, apesar de toda a expansão da eólica e da solar. Por quê? Porque a gente praticamente impediu, em função de legislações ambientais, que a hidroelétrica, continuasse abastecendo. Com isso, a conta sua, a conta do consumidor, ficou mais alta. 20% mais caro, se a gente substituir as térmicas a óleo, carvão e gás no Brasil, só 11% da matriz tem essa característica, a gente cai 20% do preço", defende Roscoe.

Térmicas

As hidrelétricas, de acordo com o representante da indústria, não concorrem com as elólicas e as térmicas. "Elas (hidrelétricas) emitem muito menos CO2 que as fontes alternativas, as fontes de energia térmica. E não dá pra substituir hidrelétrica e energia térmica por solar e eólica, porque o solar e a eólicas só geram uma parte do dia, não tem energia firme o dia inteiro, e a gente consome energia o dia inteiro. Então, parte da energia gerada com o sistema tem que ser energia firme, disponível. 24 horas. E essa parte só pode vir de hidrelétrica com térmica. Então, na verdade, a hidroelétrica não concorre, na essência, com a eólica e solar", segundo o presidente da FIEMG.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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