Edilene Lopes | Qual o plano dos apoiadores de Jair Bolsonaro para o pós-julgamento?

A base do ex-presidente prepara uma série de protestos

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em protesto CNN Brasil

Os organizadores das manifestações ainda não definiram se os atos pró-Bolsonaro na semana seguinte ao julgamento serão descentralizados, como aconteceu no último domingo (7/9), ou se haverá uma concentração única na Avenida Paulista.

A tendência, pelo que a coluna apurou, é que algumas lideranças nacionais se concentrem na capital de São Paulo e outras fiquem em seus estados, como Nikolas Ferreira (PL) ficou em Minas Gerais no feriado da Independência.

Lei Magnitsky
Se o julgamento terminar na sexta-feira (12), haverá protesto no fim de semana. No entanto, algumas lideranças acreditam que com a pressão do presidente americano Donald Trump sobre o STF, possa haver adiamento, o que a Suprema Corte oficialmente não cogita.

Aliados de Bolsonaro afirmam que para cada voto de ministro por condenação, os EUA devem aplicar uma sanção. Ainda segundo apoiadores do ex-presidente, a militância está inflamada e perdeu o medo até das condenações de 8 de janeiro de 2023. Segundo lideranças de base, se Bolsonaro for preso, as ruas serão tomadas.

Eles também apostam na votação do Projeto de Lei da Anistia, que deve ficar para o pós-julgamento, já que a semana será de votação virtual na Câmara e a pressão sobre Hugo Motta, presidente da Casa, para pautar o projeto diminui consideravelmente.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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