Assembleia e oposição podem barrar plano de Zema de transformar Cemig em corporação

Presidente da ALMG já declarou que projeto não será pautado, mas governador deve oferecer fatia da Cemig na lista de ativos do Propag

Após abrir caminho para privatização da Copasa, Zema quer discutir Cemig

Minas Gerais mal saiu da polêmica sobre a aprovação do projeto que abre caminho para a privatização da Copasa e já se vê diante de uma nova proposta semelhante do governo Zema, agora envolvendo a Cemig.

Uma brecha aberta pelo próprio governo federal, ao ampliar até dezembro do ano que vem o prazo para o Estado apresentar a lista com a avaliação de bens federalizáveis, pode dar ao Governo Zema a oportunidade de iniciar o processo que autoriza a privatização da Cemig e apresentar a empresa para abatimento da dívida com a União dentro do Propag.

A estratégia de Zema
O governo estadual quer transformar a Cemig em Corporation (retirando do estado do papel de acionista majoritário), antes de entregar a lista para o governo federal. O plano do governador é inserir uma fatia da estatal na lista depois que o processo for concluido.

O presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins, já afirmou anteriormente que não pretende pautar a proposta, mas o apoio da oposição é fundamental para barrar o projeto.

O papel da oposição
Para que isso aconteça, os críticos ao presidente da Casa, que o acusaram de ter cedido ao governo ao pautar a proposta de privatização da Copasa, terão que se unir agora em torno da defesa da Cemig, se quiserem evitar a possibilidade de privatização de mais uma estatal mineira

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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