Líder Yanomani é homenageado pelo governo francês e critica enfraquecimento da Funai

Davi Kopenawa afirmou, na embaixada da Franca, em Brasília, que políticos brasileiros “só brigam por poder”

Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajarajara; embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, líder indígena, Davi Kopenawa e o filho Dário Kopenawa

Edilene Lopes <lopesedileneloped@gmail.com>

23:21 (há 5 minutos)

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O líder Yanomami, Davi Kopenawa, disse durante evento na Embaixada da França, em Brasília, que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) enfraqueceu.

O indígena foi homenageado pelo Governo Francês após uma sessão especial para exibição, na sede da embaixada, do filme “A queda do céu”, inspirado no livro de mesmo nome - de autoria dele e do antropólogo francês Bruce Albert.

Davi recebeu a mais alta comenda do governo francês, a “Légion d’honneur” (Legião de Honra), uma condecoração criada por Napoleão Bonaparte. Em seu discurso, o Xamã, que é ator e escritor, agradeceu ao governo francês pelo apoio e reconhecimento.

O líder Yanomami foi elogiado pelo embaixador. "É graças à sua atuação junto aos seus pares que as comunidades indígenas são hoje reconhecidas internacionalmente”, disse o embaixador Emmanuel Lenain ao homenagear Davi.

Segundo Julie Maraval, adida da cooperaçao técnica da França, a açâo faz parte da cooperação de longo prazo para apoiar os povos indígenas. Por ano, o investimento anual da França na causa no Brasil é de 500 mil euros.

Em abril, o Cacique Raoni, outra importante liderança indígena brasileira, também foi homenageado pela embaixada.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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