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Homem que ligou Starlink durante voo diz que não violou regras; Anac e Azul analisam caso

Vídeo com internet via satélite dentro de avião gerou debate sobre segurança, legislação e uso de power bank em voos comerciais

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Após declarações de ministro, Starlink reforça ao governo bloqueio do X | CNN Brasil
Após declarações de ministro, Starlink reforça ao governo bloqueio do X | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

Um criador de conteúdo brasileiro virou assunto nas redes sociais após mostrar que conseguiu conectar uma antena da Starlink e ter sinal de internet via satélite durante um voo comercial. O autor do vídeo, Diego Ronchi, responsável pelo perfil @chumbinho.aviacao.nasnuvens, no Instagram, afirmou que não cometeu nenhuma irregularidade e acredita que o episódio pode levar a mudanças nas regras no futuro.

A gravação, publicada na mesma rede social e já com centenas de milhares de visualizações, mostra o equipamento montado junto à janela da aeronave. No vídeo, a antena aparece conectada por cabo a um power bank de alta capacidade, responsável por alimentar o sistema durante o trajeto.

A companhia aérea Azul informou ao site de tecnologia que segue rigorosamente todas as normas de segurança e que está investigando o ocorrido. Já a Agência Nacional de Aviação Civil explicou que a antena da Starlink não aparece atualmente na lista oficial de itens proibidos. Mesmo assim, agentes de inspeção podem barrar qualquer objeto considerado risco à segurança, saúde ou propriedade durante o transporte aéreo.

A agência também destacou que o uso de eletrônicos portáteis só é permitido quando não há interferência nos sistemas da aeronave e quando a companhia aérea autoriza. Em situações específicas, a tripulação pode tomar medidas como desembarque do passageiro ou acionamento da Polícia Federal, dependendo da avaliação do caso.

Outro ponto levantado envolve o power bank exibido no vídeo. Existem regras específicas para esse tipo de bateria. Equipamentos de até 100 Wh podem ser levados na cabine, o que geralmente corresponde a cerca de 27.000 mAh. Dispositivos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização prévia da companhia aérea. Já baterias acima de 160 Wh são proibidas em voos comerciais.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.