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Tempestade solar: o que pode acontecer com a Terra nas próximas horas

Série de poderosas explosões solares, incluindo uma da classe X1.1, foi registrada nos últimos dias, gerando alertas globais para sistemas de comunicação

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Foto da Terra tirada a partir da missão Artemis II • Nasa/divulgação

Poderosas explosões solares, incluindo uma erupção de classe X1.1 – a categoria mais forte –, foram registradas nos últimos dias, conforme informou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) e confirmado pela Nasa. Os fenômenos, com ejeção de massa coronal em direção à Terra, provocaram alertas para sistemas de comunicação, redes elétricas e navegação, além de gerarem a expectativa de tempestades solares de grau moderado para esta segunda-feira (3) e auroras boreais no hemisfério norte.

A classe X é a mais intensa, e a numeração indica sua força exata. A erupção X1.1, por exemplo, ocorreu na sexta-feira (30 de junho), confirmou a Nasa. A sequência de eventos desencadeou alertas imediatos, impactando áreas como comunicações de rádio, redes elétricas, sinais de navegação e até mesmo astronautas, que são vulneráveis à radiação solar. Eventos solares intensos podem interferir em sistemas de comunicação ao redor do globo.

De acordo com a NOAA, tempestades solares de grau moderado eram esperadas, principalmente, para esta segunda-feira (3). A escala de intensidade das tempestades solares varia de G1 (a mais fraca) a G5 (a mais extrema). A classificação moderada começa a partir de G2. A intensidade das explosões aumenta a expectativa de ocorrência de auroras boreais, especialmente no hemisfério norte.

Erupções solares são fenômenos comuns e ocorrem diversas vezes ao ano. No entanto, uma sequência de explosões de classe X em um curto período de tempo é pouco frequente. Nasa detecta erupção solar de intensidade máxima.

Essas erupções fazem parte da atividade magnética do Sol, que ocorre com frequência, intensificando-se nos períodos de maior atividade solar. O Sol segue um ciclo de atividade que dura, em média, onze anos. Durante esse período, o campo magnético da estrela se inverte, o que gera variações como manchas solares visíveis e as próprias erupções.

As erupções solares são categorizadas em diversas classes de intensidade. A classe X, que pode variar de X1.1 (X1.2, X1.3 e assim por diante), é a mais severa e possui potencial para causar impactos em satélites em órbita da Terra. Observatórios da Nasa flagram erupções solares intensas, auxiliando na previsão de seus efeitos.

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