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Bill Gates sobre o impacto da IA: ‘Aposentar mais cedo e trabalhar menos’

Fundador da Microsoft continua tendo uma visão positiva sobre a inteligência artificial

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Bill Gates começou a se relacionar com Epstein em 2011
Bill Gates • Reprodução

Bill Gates, fundador da Microsoft, voltou a abordar a inteligência artificial em um debate sobre o futuro do trabalho. O empresário acredita que a automação, os robôs e os novos sistemas de inteligência artificial podem transformar profundamente a forma como as pessoas trabalham, produzem e distribuem seu tempo, a ponto de colocar em xeque algumas das bases do atual modelo econômico.

Durante uma conversa com o empresário indiano Nikhil Kamath, no podcast People by WTF, Gates apresentou uma ideia particularmente marcante: “Daqui a 20 anos, a inteligência artificial terá mudado tanto as coisas que esse modelo de funcionamento puramente capitalista provavelmente já não será adequado”.

O empresário afirma que a IA generativa, combinada com a robótica, poderá reduzir algumas das maiores carências de mão de obra enfrentadas por setores essenciais. Gates citou áreas como saúde, educação, indústria e determinados trabalhos físicos, que historicamente sofrem com a falta de profissionais.

“Sempre tivemos escassez de médicos, professores e de pessoas para trabalhar nas fábricas. Essas carências deixarão de existir. Será uma mudança bastante profunda, que liberará muito tempo”, continuou.

O fim da escassez de mão de obra

A tese de Bill Gates parte de uma premissa simples, mas de enorme impacto: se a inteligência artificial conseguir assumir tarefas que hoje dependem de trabalhadores qualificados, a economia deixará de ser limitada pela falta de pessoas ou de conhecimento disponível.

Para o fundador da Microsoft, esse cenário obrigará a repensar não apenas a produtividade, mas também a relação entre trabalho, renda e tempo livre.

Aposentadoria mais cedo

Um dos pontos mais controversos de sua fala foi a possibilidade de que a inteligência artificial permita que as pessoas trabalhem menos anos ou tenham semanas de trabalho mais curtas. “Será possível se aposentar mais cedo, trabalhar semanas mais curtas, e isso exigirá quase uma reformulação filosófica sobre como o tempo deve ser utilizado. De certa forma, teremos criado uma inteligência gratuita”, defende o bilionário.

Essa previsão contrasta com a realidade de muitos países, onde o debate político e econômico segue na direção oposta: carreiras profissionais mais longas, pressão sobre os sistemas de previdência e aumento da idade para aposentadoria.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.