Após fazer história ao realizar o sobrevoo pelo lado oculto da Lua, a missão Artemis II iniciou a trajetória de retorno à Terra. A cápsula Orion concluiu a fase mais crítica da missão ao atingir o ponto mais próximo da superfície lunar e entrar no chamado trajeto de “retorno livre”, que conduz a nave de volta ao planeta de forma natural.
Durante a passagem pelo lado oculto da Lua, a tripulação ficou temporariamente incomunicável com a Terra, como já era previsto pelos controladores da Nasa. O sinal foi restabelecido assim que a Orion reapareceu do outro lado do satélite natural. “É tão bom ouvir a Terra novamente”, afirmou Christina Koch, uma das astronautas da missão Artemis II, após o restabelecimento da comunicação.
“Para a Ásia, África e Oceania, estamos olhando para vocês. Nós os ouvimos. Vocês podem olhar para cima e ver a Lua agora mesmo. Nós também os vemos. Quando acendemos esta chama em direção à Lua, eu disse que não abandonaríamos a Terra. Isso é verdade. Vamos explorar. Vamos construir naves. Vamos visitar novamente. Vamos construir bases científicas. Vamos dirigir veículos exploradores, vamos fazer radioastronomia, vamos fundar empresas. Vamos impulsionar a indústria, vamos inspirar. Mas, no fim das contas, sempre escolheremos a Terra. Sempre escolheremos uns aos outros.”, completou Koch.
Missão histórica
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, se tornaram os seres humanos que voaram a maior distância da Terra nesta segunda-feira (6), informou a Nasa. Eles se preparam para observar regiões da Lua vistas apenas por meio de imagens captadas por satélites.
A equipe da missão Artemis II bateu o recorde da missão Apolo 13 nos anos 1970, quando foram percorridos mais de 400 km. Eles devem alcançar, ao longo desta segunda, mais de 6,6 mil km da marca anterior, alcançando 406.778 km de distância.
* Com informações de CNN