OpenAI confirma que IA agiu por conta própria e realizou ataque cibernético 'sem precedentes'
No comunicado, a OpenAI declarou que fará uma investigação completa sobre o incidente e divulgou alguns problemas

A OpenAI confirmou, nessa terça-feira (21), que os modelos mais avançados do ChatGPT agiram por conta própria e realizaram um ataque cibernético a uma startup voltada à inteligência artificial e aprendizado de máquinas.
Segundo a Hugging Face, empresa que sofreu o ataque, a IA teve "acesso não autorizado a um conjunto limitado de dados internos e a diversas credenciais utilizadas" pela empresa. No comunicado, a OpenAI declarou que fará uma investigação completa sobre o incidente e divulgou alguns problemas.
De acordo com a OpenAI, a combinação de modelos de IA da empresa, incluindo o GPT-5.6 Sol, identificaram e encadearam vulnerabilidades no ambiente de pesquisa da OpenAI e na infraestrutura de produção da Hugging Face para obter soluções de teste diretamente do banco de dados da empresa. "Todas as evidências sugerem que os modelos estavam hiperfocados em encontrar uma solução para o ExploitGym, chegando a extremos para atingir um objetivo de teste bastante específico", informou a gigante da tecnologia.
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A OpenAI classificou a ação como algo "sem precedentes". A Hugging Face ainda investiga se seus clientes foram afetados, mas já corrigiu o erro e reconstruiu os sistemas afetados.
"Integramos a Hugging Face ao programa de acesso confiável e estamos apoiando suas equipes para que utilizem rapidamente os recursos de nossos modelos a fim de aprimorar suas defesas", informou a OpenAi, em comunicado.
"Agradecemos a colaboração com a OpenAI neste e em outros temas. Este incidente, possivelmente o primeiro do gênero, comprova um ponto que sempre acreditamos: a segurança da IA não será resolvida por uma única empresa trabalhando em segredo. Ela será resolvida de forma aberta, colaborativa, com amplo acesso à IA para todos os defensores, em todos os lugares", disse Clem Delangue, cofundador e CEO da Hugging Face.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



