Especialistas revelam hábitos simples para ajudar a reduzir o vício em celular
Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a diminuir a dependência do smartphone, melhorar o sono e recuperar a concentração no dia a dia

O uso excessivo do celular tem preocupado especialistas em saúde mental e comportamento digital em diferentes partes do mundo. Em meio ao crescimento do tempo gasto nas telas, médicos e pesquisadores passaram a recomendar hábitos simples que ajudam a combater a dependência do smartphone e recuperar o equilíbrio na rotina.
Segundo especialistas ouvidos pelo site de notícias Infobae, a primeira medida é reconhecer quando o celular começa a interferir em atividades básicas do cotidiano, como o sono, os estudos, o trabalho e até as relações pessoais. A dificuldade de ficar longe do aparelho, a ansiedade ao perder notificações e o impulso constante de checar mensagens são alguns dos sinais mais comuns desse comportamento.
Entre os hábitos considerados mais eficazes para reduzir a dependência digital está estabelecer horários específicos para usar o celular. Limitar o acesso às redes sociais e evitar o uso contínuo ajuda o cérebro a desacelerar e melhora a capacidade de concentração. Outra recomendação é retirar o aparelho do quarto antes de dormir, já que a luz das telas pode prejudicar a produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono.
Os profissionais também defendem a criação de momentos do dia completamente livres de tecnologia. Atividades como caminhar, praticar exercícios físicos, ler um livro ou conversar pessoalmente com amigos e familiares ajudam a diminuir a necessidade constante de estímulos digitais. O chamado 'detox digital' tem sido apontado como uma alternativa importante para reduzir o estresse e recuperar a sensação de controle sobre o próprio tempo.
Outra orientação destacada pelos especialistas é desativar notificações consideradas desnecessárias. Sons, alertas e vibrações frequentes estimulam o cérebro a procurar o celular o tempo todo, criando uma espécie de ciclo automático de recompensa. Com menos interrupções, a tendência é reduzir a ansiedade e aumentar a produtividade.
O excesso de tempo nas telas também preocupa famílias e escolas. Em alguns países, grupos de pais têm organizado movimentos para adiar o acesso de adolescentes aos smartphones, diante dos impactos emocionais e sociais associados ao uso precoce desses dispositivos.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



