Cientistas tentam desenvolver coração humano em porcos pela primeira vez
Cultivar órgãos humanos em porcos seria uma solução para a escassez de órgãos para transplante

Pela primeira vez, foi possível desenvolver corações com células humanas em embriões de porco. Os fetos sobreviveram por 21 dias, tempo o suficiente para que seus pequenos corações começassem a bater. As descobertas foram apresentadas nesta semana na reunião anual da Sociedade Internacional de Pesquisa com Células-Tronco, em Hong Kong.
Resultados promissores, mas com ressalvas
Esse processo envolve a criação de embriões animais sem alguns dos genes necessários para produzir um órgão específico, como o coração, por exemplo. A partir disso, células-tronco humanas são então injetadas nos embriões, para que as células de seres humanos formem esse órgão.
Apesar dos animais só terem sobrevivido por 21 dias, o resultado ainda é muito promissor. Isso porque os corações humanos dos porcos haviam crescido até um tamanho equivalente ao de um coração humano no mesmo estágio de desenvolvimento. A partir daí, basta mudar os rumos da pesquisa adaptando-a até que os cientistas cheguem a um órgão completamente desenvolvido.
Por outro lado, se os pesquisadores quiserem desenvolver corações para transplante, eles precisarão ser feitos inteiramente de células humanas para evitar que o sistema imunológico do corpo ataque os órgãos. Nessa pesquisa, os cientistas não relataram qual proporção do coração era composta por células humanas, mas em seus trabalhos anteriores, desenvolvendo rins em porcos, aproximadamente 40 a 60% do tecido renal era composto por células humanas, o restante ainda era composto por células suínas.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



