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Pesquisadora da UFRN acusa universidade espanhola de plagiar método inspirado em Taylor Swift

Gláucia Lidiane Silva se emocionou ao dar detalhes do caso e abriu uma campanha de arrecadação online para ingressar uma ação judicial internacional

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Gláucia no Congresso Internacional de Botânica, em Madrid
Gláucia no Congresso Internacional de Botânica, em Madrid • Reprodução/Redes Sociais

A pesquisadora, bióloga, mestra e doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gláucia Lidiane Silva, afirmou que pretende acionar a Justiça contra a Universidade Miguel Hernández de Elche (UMH), na Espanha, após denunciar o suposto plágio de um método de ensino desenvolvido por ela, batizado de Método Taylor Swift.

"Ele usa os vídeos da Taylor para ajudar os alunos a aprenderem mais sobre plantas. Eu apresentei o método no Congresso Internacional de Botânica, em Madri, em julho de 2024, e publiquei o artigo na Annals of Botany, uma revista da Universidade de Oxford, em agosto de 2025. É uma das melhores revistas de botânica do mundo", explicou.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a pesquisadora relatou que a instituição espanhola teria solicitado que ela e seus colegas deixassem de comentar publicamente sobre o caso. Mesmo assim, ela decidiu tornar a situação pública antes de ingressar com uma ação judicial.

Segundo Gláucia, o professor Joaquín Moreno utilizou o Método Taylor Swift em um capítulo de livro sem citar sua autoria. "Ele chama de 'nova metodologia', 'metodologia inovadora'. Ele usa dados do artigo de 2025, tudo sem citar. A UMH divulga como se fosse uma criação do Joaquín na UMH, e isso não é verdade. O método já era conhecido antes do Congresso de Botânica", afirmou.

A pesquisadora também disse que a universidade teria financiado o trabalho do professor espanhol. Segundo ela, Joaquín Moreno recebeu cerca de R$ 7 mil em recursos públicos relacionados ao projeto, "usando um método que não foi ele que criou".

Gláucia informou que entrou em contato com o professor e com a instituição para tentar entender a situação, mas não obteve o resultado esperado. "Eu tentei resolver na boa. Mandei e-mail para o Joaquín, para a UMH, para o departamento dele, para o pessoal de comunicações. Só o Joaquín respondeu, admitindo que o capítulo de livro dele é similar ao meu artigo", relatou.

Em defesa de sua acusação, a doutoranda afirmou que a UFRN enviou uma carta formal à universidade espanhola, à editora responsável pela publicação e ao professor, reunindo 17 evidências que sustentariam a denúncia. "Passou do prazo, a editora não fez nada, e o reitor da UMH, professor Juan José Ruiz Martínez, não respondeu ao reitor da UFRN, o que, na minha opinião, é um grande desrespeito", lamentou.

Diante do impasse, Gláucia anunciou que pretende ingressar com uma ação judicial internacional. Para isso, porém, afirma precisar de cerca de R$ 30 mil. Com o objetivo de custear o processo, a pesquisadora iniciou uma campanha de arrecadação online e pediu ajuda aos seguidores.

"Gente, isso não pode ficar assim. Eles precisam ser responsabilizados de alguma forma. Eu vou precisar de R$ 12.150 só para abrir [o processo]; R$ 10 mil se for necessária uma segunda instância. No total, cerca de R$ 30 mil. Eu sou bolsista da Capes, não tenho de onde tirar esse dinheiro", disse.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é uma fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), responsável pela avaliação, regulação e financiamento de programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil.

"Se vocês puderem doar qualquer valor, o que puderem e sentirem, vai me ajudar muito a buscar justiça", afirmou a pesquisadora antes de divulgar os dados para contribuições. "O meu Pix é metodotaylor@gmail.com, Gláucia Silva, Santander", completou.

"E eu aproveito a oportunidade para agradecer os brasileiros por todo o apoio, os fãs da Taylor, os swifties [fãs da cantora], todos os colegas botânicos e todo o povo brasileiro que tem me apoiado", disse ela, sem conter as lágrimas. "Se não fosse vocês e Deus, eu não estaria de pé nessa batalha contra eles. Então, por favor, me ajudem. Se cuidem", concluiu.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a Universidade Miguel Hernández de Elche (UMH) em busca de posicionamento, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.