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Escorpião gigante de quase 1 metro surpreende cientistas; entenda

Fósseis analisados após mais de um século revelam que criatura pré-histórica viveu há cerca de 415 milhões de anos e pode ter sido o maior escorpião já identificado pela ciência

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escorpiao gigante
Franz Anthony/Conselho Curador do Museu de História Natural de Londres

Uma nova análise de fósseis revelou a existência de um escorpião pré-histórico que alcançava quase 1 metro de comprimento, tamanho comparável ao de um cachorro de porte médio. A descoberta está ajudando pesquisadores a compreender melhor a evolução dos primeiros artrópodes gigantes que habitaram o planeta há cerca de 415 milhões de anos.

A espécie, chamada Praearcturus gigas (P. gigas), viveu durante o início do período Devoniano, quando a vida ainda era predominantemente aquática. Os cientistas chegaram às novas conclusões após reexaminar fósseis preservados por mais de 100 anos em coleções do Museu de História Natural de Londres e combiná-los com materiais encontrados mais recentemente.

Durante décadas, os restos fossilizados foram interpretados de maneiras diferentes. Em um primeiro momento, acreditava-se que o animal pudesse ser um tipo de crustáceo semelhante aos isópodes. Com o avanço das pesquisas e a comparação com espécies relacionadas, os especialistas passaram a defender que se tratava, na verdade, de um escorpião primitivo.

O estudo indica que o P. gigas possuía corpo robusto, grandes pinças e características típicas dos escorpiões. Algumas de suas pinças podiam atingir cerca de 16 centímetros de comprimento, proporção muito superior à observada nos maiores escorpiões atuais. Os pesquisadores também identificaram estruturas corporais incomuns, semelhantes a abas laterais, que podem ter auxiliado o animal na locomoção dentro da água.

A descoberta chamou atenção porque esse gigante viveu em uma época muito anterior ao surgimento de outros artrópodes gigantes conhecidos. Segundo os cientistas, isso sugere que formas de vida de grande porte já estavam se desenvolvendo muito antes do que se imaginava.

Apesar das evidências, ainda existe debate entre especialistas. Alguns pesquisadores destacam que os fósseis encontrados são fragmentados e não preservam estruturas consideradas fundamentais para confirmar definitivamente que o animal era um escorpião, como o ferrão e determinados órgãos sensoriais. Mesmo assim, os autores do estudo afirmam que as características anatômicas preservadas apontam fortemente para essa classificação.

Outra questão que intriga os cientistas é o modo de vida da criatura. Como os animais terrestres da época eram muito pequenos, pesquisadores acreditam que o P. gigas provavelmente levava uma vida parcialmente aquática e se alimentava de peixes primitivos presentes nos rios e ambientes costeiros daquele período.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.