Nudes por IA de alunas em colégio de BH: MP e Comissão de Educação da ALMG investigam caso

Colégio Santa Maria lamenta o ocorrido e garante que todas as providências estão sendo tomadas

Caso envolve colégio tradicional de BH

A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou uma investigação sobre o uso indevido de imagens, fotos e vídeos de adolescentes do Colégio Santa Maria, localizado no bairro Floresta, em Belo Horizonte.

O inquérito foi aberto após denúncias feitas pelos pais das adolescentes ao Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (DEFAM). O Ministério Público (MPMG) e a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) também investigam o caso.

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão de Educação, apresentou uma denúncia ao MPMG. Além disso, a parlamentar enviou um ofício à direção do Colégio Santa Maria Floresta, solicitando esclarecimentos sobre o que ela classificou como ‘exposição criminosa de vídeos e imagens de alunas do terceiro ano do ensino médio’.

Em nota, o Colégio Santa Maria lamentou o ocorrido e garantiu que todas as providências estão sendo tomadas e que está à disposição das autoridades e das famílias envolvidas para colaborar com as investigações e prestar o suporte necessário.

Sigilo

Delegada Larissa Mayerhofer, chefe da Divisão Especializada em Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente, destaca a importância de acompanhamento dos pais e comunicação à polícia, caso seja identificada qualquer violação.

“Tão logo os pais compareceram à unidade, foi feito o registro da ocorrência e de imediato as investigações se iniciaram de forma sigilosa, buscando preservar a integridade das pessoas envolvidas. Fica também o alerta para os pais, que caso tomem conhecimento através de seus filhos sobre uso indevido de suas imagens, para que façam o devido acolhimento e compareça a unidade policial, que fica na rua Rio Grande do Sul 661 no bairro Preto, se tratando da delegacia especializada de apuração de ata infracional.

O grupo de alunos teria criado um canal no aplicativo Telegram para compartilhar fotos das alunas. As imagens teriam sido obtidas das redes sociais das adolescentes ou capturadas no próprio colégio sem o conhecimento das mesmas.

As fotos eram posteriormente alteradas utilizando inteligência artificial, de modo a exibir as adolescentes sem roupas.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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