A mulher, de 35 anos, e o homem, de 55, suspeitos de
“Os dois foram liberados, pois não estavam em situação flagrancial. Um inquérito policial foi instaurado e as investigações seguem em andamento”, informou a corporação em nota. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para exames e aguarda a retirada pelos familiares. A PC confirmou que trata-se de uma vítima do sexo feminino.
“A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para atestar a circunstância e a causa da morte”, acrescentou.
O que se sabe até o momento
Segundo a Polícia Militar (PMMG), a suspeita
No entanto, em um segundo momento, a mulher confessou o crime. “Ela relatou que deu à luz por volta de 0h de domingo”, contou o militar. “Disse que havia pensado em abortar e tentou esconder a gravidez o tempo todo. Mas, quando percebeu que o parto era inevitável, preparou o chão do quarto para o nascimento.”
Após o parto, ela teria enrolado o recém-nascido em uma manta, colocado o corpo em um saco de lixo e deixado o pacote no “quarto de deixar o lixo” até a manhã de terça-feira (27), quando o colocou na porta de casa para ser recolhido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
Antes da coleta do SLU, um catador de materiais recicláveis passou pelo local. “Ele pegou o saco de lixo, que estava coberto por outra sacola amarela, e o levou para casa”, informou a polícia. O catador, localizado e conduzido pela PM, contou que o saco exalava mau cheiro, mas que não percebeu que havia um corpo dentro.
Na madrugada de quinta-feira, ele mudou o saco de lugar. Foi então que os trabalhadores da limpeza urbana notaram que havia um bebê recém-nascido entre o lixo e acionaram a polícia.
O tenente Wilson explicou que o homem visto nas imagens deixando o corpo no local onde foi encontrado era o catador. “Ele disse que apenas sentiu o mau cheiro, mas não sabia que se tratava de um cadáver.” Ainda segundo o tenente, não há indícios, até o momento, de qualquer ligação entre a mulher e o catador.