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Discordância sobre tratamento de cabelo termina em agressão entre advogada e cabeleireira em BH

Caso foi registrado no Barreiro, na capital mineira

Um desentendimento entre uma advogada e uma cabeleireira terminou em confusão no bairro Lindeia, região do Barreiro, em Belo Horizonte, no último domingo (26). Até mesmo um osso bovino teria sido usado nas agressões.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), a cliente, uma advogada de 58 anos, afirma que a cabeleireira teria usado produtos químicos que fizeram seu cabelo ‘quebrar’. A profissional, por sua vez, garante que atendeu a advogada pela última vez há quatro meses e que não usa o produto citado por ela.

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Ao receber reclamações sobre o procedimento, a cabeleireira foi até a casa da advogada no domingo (26). À polícia, cada uma afirma que a outra começou as agressões.

À Itatiaia, a cabeleireira contou que foi empurrada. “Ela me mandou entrar, pedi para ver o cabelo e disse que não estava quebrado. Ela me empurrou, bateu meu braço na parede e catou meu cabelo. Aí catei o dela também e a empurrei escada abaixo, e também fui segurando pelo cabelo. Na hora que eu tava saindo, ela pegou um osso e me bateu, quando olhei para trás, ela bateu de novo, eu estava de costas”, relata.

Um vizinho pulou o muro e apartou a briga. “Um vizinho pulou porque ela ia me matar. Ela ia me matar e para mim isso foi uma tentativa de homicídio, entendeu? Ela foi batendo na minha cabeça”, denuncia.

Já a advogada afirmou no BO que foi a cabeleireira quem a puxou pelo cabelo e a jogou pela escada, e que ela apenas revidou. A Itatiaia entrou em contato com a advogada, que se defendeu das acusações. Ela disse que estava sozinha em casa com a mãe de 89 anos, que tem Alzheimer, quando foi surpreendida pela profissional no portão. “Ela me disse para sair e eu disse que não tinha como, pois estava me arrumando para ir ao banho. Eu disse que não precisava, que cabelo se recupera, e pedi que fosse embora. Nesse momento ela agarrou meu cabelo”, afirma. “Ela parecia querer me puxar para forra de casa, tentei convencê-la a me soltar pois aquela não era a forma de resolver as coisas. Quando dei por mim estava rolando pela escada”, conta a advogada. “Ela afirma que o importante “não é uma falha de procedimento do meu cabelo, mas uma invasão a domicílio, agressão e violência”.

A advogada ainda afirma que parentes da cabeleireira a ameaçaram e enviou vídeos com a varanda cheia de pedras, que teriam sido jogadas por eles. “Me chamaram pelo nome e disseram que iam me ‘pegar’, jogaram pedras e acertaram uma das janelas da casa”.

As duas partes assinaram o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte.


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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está na editoria de cidades.
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