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‘Lipo de papada’: dentista investigada por infecções deve responder por dois crimes

Além de lesão corporal, Camila Groppo passa a ser investigada por uso de documento falso; número de vítimas da dentista de BH cresceu 175% durante o inquérito

A dentista Camila Aparecida de Andrade Silveira, que atende com o nome de Camilla Groppo, pode responder na Justiça por, pelo menos, dois crimes. A profissional, que já era investigada por lesão corporal após ser denunciada por pacientes que teriam tido infecções graves depois de cirurgias de lipoaspiração de papada (lipopapada), agora é suspeita de uso de documento falso.

A informação foi confirmada à Itatiaia pelo delegado Alessando Santa Gema, responsável pelo caso. Segundo o policial civil, sua equipe descobriu durante a investigação que dois dos diplomas apresentados por Camila são falsificados. Um deles, inclusive, é justamente de um curso de 50 horas de ‘lipo de papada mecânica’, supostamente emitido pelo Centro de Treinamento em Anatomia (CTA). O outro diploma é de uma especialização emitido pela mesma instituição.

Alessandro explica que, durante depoimento nesta quinta (16), Camila foi informada que também seria investigada por uso de depoimento falso. A suspeita permaneceu calada neste momento, assim como não respondeu perguntas específicas sobre as contaminações ocorridas em sua clínica.

O número de vítimas da dentista cresceu 175% durante a investigação, passando de 8 para 22. Agora, os investigadores aguardam o resultado dos laudos complementares que vão revelar a extensão das lesões sofridas pelas pacientes.

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Outro lado

Procuradas pela Itatiaia, a dentista e sua defesa não se manifestaram. Em posts divulgados nas redes sociais, a defesa da profissional afirmou que a profissional tem fornecido todas as informações pertinentes aos órgãos responsáveis pelas investigações.

Relembre o caso

Camila Groppo começou a ser investigada pela Polícia Civil em março, após denúncias feitas por pacientes que tiveram complicações após cirurgias de lipoaspiração de papada. No mesmo mês, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou um surto de micobactéria na clínica da profissional. O espaço foi interditado pelas autoridades.


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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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