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Motoristas de aplicativo protestam contra regulamentação em BH: ‘sindicato não’

Classe se reuniu na Praça do Papa em direção à Cidade Administrativa; nova manifestação foi programada para o fim de março

Carros e motos realizaram manifestação no fim desta segunda-feira (11).

Motoristas e motociclistas de aplicativo realizaram uma manifestação, no fim da tarde desta segunda-feira (11), contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2025, que regulamenta a profissão enviada ao Congresso na última semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os manifestantes se concentraram na praça do Papa, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e seguiram em direção à Cidade Administrativa, na região Norte da capital.

Na avaliação do motorista de aplicativo Ian Rocha, a classe irá perder benefícios como a autonomia da jornada de trabalho e o ganho real das viagens.

“Com o governo federal entrando e criando essa regulamentação, ele criou mais três problemas para a gente. O primeiro: ele está onerando o motorista de aplicativo através do INSS de uma forma bem cara de se fazer. Dos 27,5% sobre cada corrida, as plataformas vão ficar ali com a despesa de 20%. Só que hoje nós temos o problema que as plataformas têm taxa flutuante para o motorista de aplicativo que varia ali até uns 50%", afirmou.

Segundo Ian, o reajuste na tarifa dos motoristas de aplicativo não é realizado desde 2015 e o valor atual de R$ 5,50 não cobre os custos de combustível e manutenção do veículo. O motorista ainda pontua que a proposta do governo deveria investir na segurança dos motoristas e exemplificou que a criação de um “botão de pânico” é uma demanda da classe.

“O motorista, não tem nada que fala de segurança, então a gente precisa de um botão de pânico. A gente coloca estranhos dentro do nosso carro todos os dias, né? Os passageiros têm acesso aos dados, nossa placa, nome, etc. Nós não temos acesso à foto em nada”, explicou.

As novas regras propostas pelo governo federal não caracterizam vínculo de trabalho entre motoristas e aplicativos por não se enquadrarem dentro das normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Caso o projeto seja aprovado pelo Congresso Federal, os motoristas passam a integrar parte da categoria “trabalhador autônomo por plataforma”.

Uma nova manifestação é programada pelos motoristas no dia 26 de março.

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Repórter de Política Nacional e Internacional na rádio Itatiaia. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduanda em Comunicação Governamental na PUC Minas. Sólida experiência no Legislativo e Executivo mineiro. Premiada na 7ª Olimpíada Nacional de História do Brasil da Universidade de Campinas.
Jornalista graduada pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2005. Atua como repórter de cidades na Rádio Itatiaia desde 2022