A Justiça negou a soltura de Welbert de Souza Fagundes, o jovem de 26 anos que
A decisão é assinada pelo desembargador Marcílio Eustáquio Santos, da 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte. No pedido, o advogado argumentou que Welbert não participou da audiência de custódia, pois estava internado, ‘violando, assim, os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório’.
O advogado também argumentou que havia ‘uma preocupante suspeita de retaliação, considerando que a vítima do crime pelo qual o paciente é acusado é um policial militar’ e pediu a expedição de um alvará de soltura, além da realização de uma nova audiência de custódia com a presença de Welbert.
O desembargador negou o pedido, afirmando que a Justiça permite a realização da audiência de custódia sem a presença do envolvido, desde que ele seja ouvido assim que recuperar a saúde. O magistrado ainda afirmou que as acusações contra Welbert são graves e que a prisão dele é necessária para a garantia da ordem pública. O advogado Bruno Rodrigues Pereira Torres disse à Itatiaia que pretende ir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para recorrer da decisão.
Sargento baleado
A
Welbert de Souza Fagundes, de 26 anos, é apontado como o responsável por disparar várias vezes à queima roupa contra a cabeça do sargento da Polícia Militar, Roger Dias da Cunha, na última sexta-feira, no bairro Novo Aarão Reis, Região Norte de Belo Horizonte.
O Sargento Dias passou por duas cirurgias assim que foi socorrido ao Hospital João XXIII - uma para conter a pressão intracraniana e outra para conter o sangramento na perna, pois a bala atingiu uma artéria.
Suspeito estava foragido da ‘saidinha’
Welbert tem 18 boletins de ocorrência registrados contra ele, por crimes como roubo, ameaça e tráfico de drogas. O Ministério Público foi contra a saída dele do sistema prisional, mas o benefício foi concedido pela juíza da Vara de Execuções Penais de Ribeirão das Neves, Bárbara Isadora Santos Sebe Nardy.
A juíza justificou sua decisão com base no atestado de conduta carcerária e disse que Welbert não havia cometido nenhuma falta grave, embora o Ministério Público tivesse apontado o episódio do furto de veículo. O MPMG recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça e não recebeu nenhum retorno.
A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) emitiu, neste domingo (7), comunicado em que disse ser “lamentável” vincular o ataque a tiros ao policial militar Roger Dias da Cunha à decisão que concedeu o benefício da saída temporária ao suspeito do crime. Segundo a entidade, o caso reflete problemas como a desigualdade social e a existência de uma sociedade “cada vez mais violenta”.
Prisão mantida
Neste domingo (7), Welbert de Souza Fagundes e outro suspeito de participação no crime, Geovanni Faria de Carvalho, de 34,
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