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‘Ela não queria virar mais uma estatística’, diz advogado de mulher que matou marido a facadas na Grande BH

Segundo o defensor, no dia 1º de dezembro, foi concedida medida protetiva da Lei Maria da Penha em favor da mulher, com a condição de distância de 500 metros

A mulher suspeita de matado o marido de 34 anos a facadas na madrugada desta sexta-feira, no bairro Novo Horizonte, em Vespasiano, na Grande BH, tinha uma medida protetiva contra o companheiro. É o que afirma o advogado de defesa Amauri Souza. Segundo ele, no dia 1º de dezembro, foi concedida medida protetiva da Lei Maria da Penha, com a condição de distância de 500 metros da vítima e do afastamento do lar doméstico, fato que não foi respeitado pelo companheiro.

Ele contou também que o relacionamento durou quase 20 anos, mas há algum tempo estava conturbado. Ainda de acordo com ele, a mulher sofria agressões e que o ato da madrugada seria por medo de virar mais uma estatística por morte de mulheres. “Ela me contou que ficou desesperada, porque já tinha apanhado muito dele na última quinta-feira (7). Ela estava com a medida protetiva e que ele não respeitou e ainda a ameaçou. Parece que ela teve um episódio de surto, né? E infelizmente tomou essa decisão que causou a morte da vítima. Então provavelmente deve ter sido o medo de virar estatística.”

Ainda de acordo com o advogado da mulher, não se sabe se a vítima teria dormido ou não, na casa da suspeita.

“Talvez o laudo de necropsia nos informe melhor essa situação, até porque a suspeita está nervosa e incapaz de dar informações precisas que sejam capazes de fazer a gente tomar juízo de valor do fato.”

O caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (8), após a suspeita, uma mulher de 40 anos, ter procurado o 36º Batalhão da Polícia Militar, assumindo o assassinato do companheiro, em sua casa. A mulher contou, ainda, que tinha medida protetiva contra o marido, mas na hora da abordagem a suspeita não apresentou o documento à corporação.

Como a mulher se apresentou espontaneamente e deu sua versão dos fatos, ela foi presa e agora aguarda os procedimentos da Polícia Militar e Civil.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia da Itatiaia. Comunicativa e ligada as redes sociais, entretenimento e cidades.
Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. Em Belo Horizonte, teve passagens pelas rádios Alvorada, BandNews FM e CBN. No Grupo Bandeirantes de Comunicação, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Cobriu as tragédias ambientais da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Em 2023, venceu o Prêmio Nacional de Jornalismo CNT.
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