Belo Horizonte
Itatiaia

Viradouro é a grande campeã do Carnaval RJ 2026 com homenagem ao Mestre Ciça

Com o retorno triunfal de Juliana Paes, escola de Niterói conquista o título ao homenagear o maior mestre de bateria da atualidade

Por
Viradouro é a grande campeã do Carnaval RJ 2026 com homenagem ao Mestre Ciça
 Marco Terranova | Riotur

A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval carioca de 2026. Com o enredo "Pra cima, Ciça", a agremiação arrebatou os jurados e o público ao transformar o desfile em uma celebração viva à trajetória de Mestre Ciça, uma lenda da folia que rege a "Furacão Vermelho e Branco" com maestria e ousadia.

O título foi marcado pelo sucesso do carnavalesco Tarcísio Zanon e uma bateria que é o coração pulsante da escola. Paulo Barros, carnavalesco icônico, também reapareceu emocionado na Sapucaí como convidado da Viradouro.

Retorno da realeza: Juliana Paes

Um dos momentos mais memoráveis da apuração foi o reconhecimento do impacto causado por Juliana Paes. Após 17 anos longe do posto de Rainha de Bateria, a atriz retornou à sua escola do coração exclusivamente para honrar Ciça. "Ciça faz parte da minha história. Eu não poderia ficar de fora dessa homenagem linda", declarou a estrela, que desfilou com o vigor que a consagrou no passado.


Viradouro campeã: após 17 anos, Juliana Paes retoma posto de rainha

Releituras icônicas e emoção em vida

Paulo Barros provou por que é o "mago" da Avenida ao resgatar um dos marcos mais famosos da história da Viradouro: o carro do xadrez. Em uma releitura emocionante do desfile de 2007, a bateria e a rainha Juliana Paes voltaram a se posicionar no alto da alegoria, elevando o som dos ritmistas a um patamar celestial.

Superação na Avenida

A vitória veio mesmo após um susto técnico no penúltimo carro alegórico, onde um elevador da estrutura central apresentou falha. No entanto, a força do conjunto, o canto avassalador da comunidade e a interpretação impecável de Wander Pires garantiram que a escola não perdesse o fôlego, concluindo a travessia com perfeição cronométrica.

Com o refrão "Do mestre dos mestres, herdei o tambor", a Viradouro reafirma seu lugar no topo do samba, provando que a tradição e a inovação, quando regidas por um mestre, são a fórmula imbatível da vitória.

Cante o samba-enredo

Se eu for morrer de amor, que seja no sambaSou Viradouro, onde a arte o consagrouNão esperamos a saudade pra cantarDo mestre dos mestres, herdei o tambor

Eu vi… a vida pulsar como fosse canção

Milhões de compassos pra eternizar

Em cada batida do meu coração

O som que reflete o seu batucar

Lá, onde o samba fez berço, do alto do morro

Um menino orgulha Ismael, bicho novo

Forjado nas garras do velho leão

Contam no Largo do Estácio

O destino em seu passo

Que fez, pouco a pouco, uma chama acender

Traz surdo, tarol e repique pro mestre reger

Quando o apito ressoa, parece magiaNum Trem Caipira, no olhar da baianaMedalha de Ouro, suingue perfeitoQue marca no peito da escola de samba

Se a vida é um enredo, desfilou outros amores

Maestro fez do couro sinfonia

Na ousadia dos seus tambores

Peça perfeita pra me completar

Feiticeiro das evocações

Atabaque mandou te chamar

Pra macumba jogar poeira

No alto, vai resistir a caixa de Moacyr

Legado do Mestre Caveira

Sou eu mais um batuqueiro a pulsar por você

Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender

E, hoje, aos teus pés

Somos todos um nessa Avenida

Num furacão que nunca vai ter fim

Nossa história não encontra despedida

  • Autores: Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet, Anderson Lemos, Sandrinho e Thiago Meiners
  • Intérprete: Wander Pires
Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde