Faltando menos de um mês para a data oficial do Carnaval de 2026, Belo Horizonte já se prepara para receber novamente milhares de turistas. Na última edição da festa, quase um em cada cinco foliões veio de fora da capital — tendência que a cidade espera repetir neste ano.
“A Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) atua com campanhas, site qualificado e ações nas redes sociais para garantir que as informações cheguem ao público e mostrem a força do Carnaval de Belo Horizonte. Para 2026, a expectativa é atingir cerca de 20% de visitantes”, afirmou o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, à Itatiaia.
No ano passado, 18% do público foi formado por turistas, enquanto 82% eram moradores da capital. O percentual de visitantes cresceu em relação a 2024, quando eles representaram 16,7% do total.
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Levantamento da Belotur, por meio do Observatório do Turismo de BH, aponta que a maioria dos visitantes veio do interior de Minas Gerais (58,9%).
Entre os turistas de outros estados, os paulistanos são os que mais aproveitam o batuque da capital.
“Quando comparamos os dados de 2023 a 2025, São Paulo permanece como o principal emissor de turistas para a capital. Na sequência, há uma alternância entre Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Paraná, mostrando forte presença das regiões Sul e Sudeste”, explicou.
A idade média do visitante é de 32 anos, e a faixa salarial predominante é de 3 a 5 salários mínimos, que representa 25% do público total.
“De acordo com a pesquisa, 56% dos visitantes se identificam como do gênero feminino e 42% como do gênero masculino”, acrescentou.
Gringos no Carnaval
Mas a festa também tem chamado a atenção de quem vem de fora do país. Além dos visitantes nacionais, a folia belo-horizontina tem atraído turistas internacionais.
Na última edição, foliões de países como Estados Unidos e França participaram da festa.
“Em relação aos turistas internacionais, o Carnaval de Belo Horizonte tem chamado atenção principalmente nas redes sociais, com vídeos que viralizam. Observamos uma presença forte de visitantes dos Estados Unidos e da França. O Carnaval já foi destaque em matérias, reportagens e revistas nos Estados Unidos, Inglaterra, Chile e Argentina”, destacou.
Ocupação de hotéis
Conforme a Itatiaia mostrou na semana passada,
A expectativa é que, até as datas oficiais da folia, entre 14 e 17 de fevereiro, a rede hoteleira da cidade opere próxima da lotação máxima, o que pode representar um recorde para Belo Horizonte.
No Carnaval do ano passado, cerca de 6 milhões de foliões participaram da festa, e a taxa de ocupação hoteleira ficou acima de 87%.
O diretor de comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, Diego Pires, já celebrou a alta procura por hospedagem em BH e faz um alerta aos foliões:
“Com o Carnaval batendo à porta, muita gente deixa para reservar na última hora. Já observamos que alguns hotéis da região Centro-Sul, onde se concentram a maioria dos blocos, estão com ocupação em torno de 70%. Em áreas mais afastadas, ainda há hotéis com ocupação abaixo de 50%. Ainda há vagas, mas a recomendação é não deixar para a última hora”, afirma.
Segundo ele, quem antecipa a reserva, seja pela internet ou diretamente com o hotel, consegue melhores preços.
“Belo Horizonte tem hotéis para todos os bolsos. Há diárias a partir de R$ 300, assim como opções de luxo que chegam a R$ 2 mil. O importante é pesquisar com calma, observar a localização e avaliar o custo-benefício”, conclui.
Folia feita pelos moradores
Eduardo destaca que o Carnaval da capital continua sendo predominantemente curtido pelos moradores da cidade, em razão da forma como a folia surgiu. “Trata-se de uma manifestação que acontece pela cidade, feita pela cidade, a partir de movimentos e expressões culturais locais. Por isso, é um Carnaval majoritariamente composto por moradores”, afirmou.
Vale lembrar que os primórdios da retomada da festa estão ligados à Praia da Estação, que surgiu há mais de 15 anos como um protesto contra um decreto que proibia a realização de eventos na Praça da Estação.
A mobilização transformou o local em uma praia improvisada, com foliões de biquíni, sungas e cangas, e se tornou um marco da ocupação do espaço público na capital.
Em 2025, 82% do público era formado por pessoas da própria capital.
*com informações da repórter Alice Brito