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Cão Orelha: vídeo mostra momento que adolescente retorna após agressões

O caso ocorreu no dia 4 de janeiro, por volta das 5h30; Orelha morreu no dia 5

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Adolescente foi visto deixando o condomínio onde estava
Adolescente foi visto deixando o condomínio onde estava • PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que apurava a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava. Um adolescente teve a internação solicitada pela PC pelo crime. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o adolescente sai do condomínio e volta minutos depois, após agredir o cão.

Jovem viajou para os EUA

O adolescente estava fora do Brasil até o dia 29 de janeiro, quando retornou e foi interceptado no aeroporto. Naquele dia, um familiar dele tentou esconder um boné rosa e justificou a compra de um moletom na viagem. Posteriormente, durante o depoimento, o garoto afirmou que já tinha aquele moletom antes de viajar.

Durante o depoimento, o adolescente apresentou várias contradições e teria mentido. Ele teria dito que não saiu do condomínio no dia 4, mas não sabia que a PC tinha imagens dele.

A PC pediu a internação do adolescente devido ao crime. A pena é equivalente à prisão de um adulto. Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunha.

O que diz a defesa

Em nota, os advogados do jovem apontado como autor da agressão contra a Orelha afirmaram que atuam "de forma técnica e responsável", orientados pela "busca da verdade real e pela demonstração da inocência". A defesa protestou conta o fato de "não ter tido acesso integral aos autos do inquérito". Leia a nota na íntegra:

"Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.

Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes."

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.