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Pai e madrasta são condenados a mais de 300 anos por coagir filhas a produzir conteúdo sexual

Investigações apontam que a dupla utilizava ameaças constantes e manipulação psicológica, inclusive obrigando as vítimas a cumprir exigências diárias de gravação

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Viatura Polícia CIvil do Paraná. • Divulgação | PCPR

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um homem de 63 anos e uma mulher de 34 anos por uma série de crimes relacionados à exploração sexual de duas adolescentes em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. As vítimas, que eram irmãs por parte de mãe, tinham 13 e 15 anos quando os crimes começaram, em outubro de 2024. Uma das adolescentes é também filha biológica do investigado. O casal foi condenado a mais de 300 anos de prisão, as penas somadas podem chegar a quase 700 anos de cadeia.

De acordo com a denúncia, os acusados teriam coagido as adolescentes a produzir vídeos e imagens de conteúdo pornográfico. As investigações apontam que a dupla utilizava ameaças constantes e manipulação psicológica, inclusive obrigando as vítimas a cumprir exigências diárias de gravação. Em alguns momentos, as adolescentes eram pressionadas a produzir conteúdo entre si e também com terceiros, sob ameaça de divulgação do material para familiares e pessoas de seu convívio. Eles também enviaram algumas imagens à empregadora da mãe das adolescentes e ameaçaram matar o pai de uma das vítimas e a avó materna de ambas.

Ainda segundo os investigadores, os crimes tiveram início quando o casal convidou as adolescentes para um passeio. No carro, as meninas tiveram os rostos cobertos com um capuz, para que não vissem para onde estavam sendo levadas. Quando chegaram na residência dos denunciados, em Curitiba, foram coagidas a produzirem vídeos com conteúdo íntimo. A partir dessas primeiras filmagens, elas passaram a ser constantemente chantageadas.

As práticas criminosas só chegaram ao fim em fevereiro de 2025, quando a mãe das adolescentes denunciou os fatos à Polícia Civil do Paraná. O casal responde agora por diversos crimes, entre eles associação criminosa, tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, produção, armazenamento e divulgação de conteúdo de pornografia infantojuvenil, ameaça, estupro de vulnerável e corrupção de menores. A sentença condenou o homem a 358 anos, 2 meses e 11 dias de prisão, e a mulher, a 319 anos, 8 meses e 8 dias de prisão.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.