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Grupo neonazista: Ministério Público denuncia 14 investigados por atuação em SC e dois estados

Entre os denunciados estão uma escrivã da Polícia Civil, um policial militar e um advogado; investigação aponta hierarquia, cobrança de mensalidades e disseminação de discursos de ódio

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Divulgação | MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa neonazista que atuava em Santa Catarina, São Paulo e Paraná. A acusação é resultado da Operação Nuremberg, considerada uma das maiores ofensivas recentes contra grupos extremistas no país. Entre os denunciados estão o apontado líder da organização, seu principal auxiliar, uma escrivã da Polícia Civil, um policial militar paulista e um advogado que, segundo as investigações, prestaria suporte jurídico ao grupo. A denúncia foi apresentada pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital e ainda aguarda recebimento pela Justiça. Caso a ação seja aceita, os investigados passarão à condição de réus em processo criminal.

As apurações tiveram origem na Operação Nuremberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) em outubro de 2025. Na ocasião, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Sergipe. Segundo o Ministério Público, o objetivo era desarticular um dos grupos neonazistas mais organizados e violentos em atividade no Brasil. De acordo com os investigadores, a organização promovia discursos de ódio, antissemitismo, apologia ao nazismo e planejamento de ações violentas. As buscas resultaram na apreensão de materiais de propaganda neonazista, além de armas brancas e outros objetos associados ao grupo.

Além disso, as investigações apontaram que a organização possuía uma estrutura interna rígida e hierarquizada. Os integrantes realizavam encontros presenciais frequentes, mantinham fichas de ingresso para novos membros, produziam materiais exclusivos de identificação e cobravam mensalidades obrigatórias dos participantes oficialmente aceitos. Os recursos arrecadados seriam destinados ao financiamento das atividades do grupo e à produção de propaganda ideológica. O Ministério Público também identificou a realização de rituais de iniciação para novos integrantes, além do uso de símbolos associados ao neonazismo e à supremacia branca. Conforme a investigação, parte dos membros atuava na produção e disseminação de conteúdos extremistas em ambientes virtuais, utilizando perfis falsos e fóruns especializados para recrutar simpatizantes e espalhar mensagens de intolerância.

A operação recebeu o nome de Nuremberg em referência aos julgamentos realizados após a Segunda Guerra Mundial, que responsabilizaram líderes e colaboradores do regime nazista por crimes de guerra e contra a humanidade. Segundo o MPSC, a denominação simboliza o enfrentamento a organizações que propagam ideologias extremistas e atentam contra o Estado Democrático de Direito.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.