Porto Alegre inaugura ‘banco vermelho’ para alertar sobre violência contra à mulher

Dez bancos que indicam formas de denunciar o crime serão instalados na cidade; prefeitura se inspirou em ideia que surgiu na Itália, em 2016

Banco indica forma de denunciar casos de violência contra à mulher

Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, vai inaugurar dez bancos vermelhos - dedicados a alertar sobre a violência contra a mulher - em dez espaços públicos da cidade. A primeira entrega aconteceu nessa sexta-feira (6), na Praça da Alfândega, localizada no centro histórico do município.

A cor vermelha representa alerta e urgência em situações de emergência. O banco também está pintado com mensagens de reflexão, além de indicar informações sobre canais de denúncia e apoio às vítimas, como o telefone 180 da Central de Atendimento à Mulher.

Leia mais:

O prefeito Sebastião Melo (MDB) participou a inauguração do primeiro banco. Na ocasião, o chefe do Executivo destacou que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações da prefeitura com o objetivo de conscientizar a população sobre a violência de gênero e reforçar a campanha de combate ao feminicídio.

A ação coordenada pelas prefeituras de praça, em parceria com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrbs) e a Coordenadoria da Mulher, se inspirou em uma iniciativa que começou na Itália, em 2016.

Confira todos os espaços públicos que vão receber o banco vermelho:

  • Praça México (Jardim Leopoldina);
  • Esplanada da Restinga (Restinga);
  • Praça Elias Jorge Moussalle (Sarandi);
  • Parque Chico Mendes (Mário Quintana);
  • Praça Darcy Azambuja (Partenon);
  • Praça da Alfândega (Centro);
  • Praça José Alexandre Zachia (Cristal);
  • Praça Alba Carvalho Degrazia (Cavalhada);
  • Praça Professor Emílio Mabilde Ripoll (Vila Nova);
  • Praça Professor Altayr Luiz Barison (Lomba do Pinheiro).

Como denunciar?

A Central de Atendimento a Mulher é um serviço que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos:

  • Orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.;
  • Informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento;
  • Registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes;
  • Registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento.

A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer lugar do Brasil. Também é possível acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em caso de emergência, acione a Polícia Militar, por meio do 190.

Leia também

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

Ouvindo...