Manifestação do 8M em Ipatinga cobra direitos e alerta para violência contra mulheres

Ato chama a atenção para pautas como igualdade de direitos e maior participação feminina nos espaços de poder

Um ato público em defesa dos direitos das mulheres será realizado neste domingo (8), a partir das 15h, no Parque Ipanema, em Ipatinga. A mobilização faz parte das atividades do movimento 8M, que marca o Dia Internacional da Mulher com manifestações em diversas cidades do Brasil e do mundo.

A vereadora de Ipatinga Cida Lima (PT) afirma que o ato pretende chamar atenção para pautas como igualdade de direitos, combate à violência de gênero e maior participação feminina nos espaços de poder. “Muito mais do que flores, nós queremos respeito. É um 8M, um grito, uma manifestação por igualdade, por respeito, pelos nossos direitos. É um grito pelo fim do feminicídio, pelo fim da escala 6x1, pelo fim do racismo e da misoginia. É um 8M pela vida das mulheres”, afirmou.

A parlamentar também destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres na política, que, segundo ela, incluem episódios recorrentes de violência e tentativas de silenciamento. “Há uma dificuldade de a gente acessar o poder e, quando chega a ocupar esse cargo, há uma outra dificuldade, porque é violência todos os dias, é uma tentativa de silenciar a gente, são críticas, são piadas”, disse.

Cida Lima também chamou atenção para a baixa representatividade feminina nos legislativos municipais brasileiros. “A cada três municípios no Brasil, um tem apenas uma vereadora, que é o caso, por exemplo, de Ipatinga. Em mais de 700 cidades no país nós não temos nenhuma vereadora”, ressaltou.

Violência

O aumento da violência contra mulheres também foi citado pela vereadora. “Os índices são assustadores. A cada seis horas uma mulher é assassinada no Brasil, isso significa quatro feminicídios por dia”, ponderou a parlamentar.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), Minas Gerais ficou em segundo lugar no ranking nacional de feminicídios em 2025, com 139 mortes registradas, média de cerca de três casos por semana.

Além das mobilizações locais, organizações que integram a Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março entregaram ao governo federal um manifesto com reivindicações para este ano. O documento reúne pautas históricas do movimento feminista, como a garantia de direitos básicos e a legalização do aborto, além de posicionamentos contra diferentes formas de violência e desigualdade em escala global.

A data de 8 de março, conhecida como Dia Internacional da Mulher, tem origem nas mobilizações de mulheres socialistas entre o final do século 19 e o início do século 20, quando trabalhadoras passaram a reivindicar direitos como voto, acesso ao trabalho e participação na vida pública.

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