Médico atropela 6 pessoas, invade casa do irmão e é indiciado no RS
Suspeito agiu em surto psicótico, segundo a polícia; ele foi preso após sequência de ataques em duas cidades

O médico Paulo Adriano Pustay, de 60 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por cinco tentativas de homicídio após atropelar seis pessoas e tentar agredir o próprio irmão. Os crimes ocorreram no dia 3 de março, nas cidades de Novo Hamburgo e Presidente Lucena. O suspeito foi preso em flagrante minutos depois, na própria casa.
De acordo com a investigação, o médico teria iniciado a sequência de crimes por volta das 5h, ao acelerar o carro e atingir quatro pessoas na Avenida Engenheiro Jorge Schuri, em Novo Hamburgo. Entre as vítimas estava uma mulher acompanhada de duas crianças, que não foram atingidas. “Por sorte e destreza, ela conseguiu afastar um pouco do caminho que o veículo vinha e sofreu apenas lesões na perna esquerda, tendo salvado as crianças da morte”, afirmou o delegado Alexandre Quintão.
As outras três vítimas sofreram ferimentos leves. Em seguida, o suspeito atropelou um homem na Rua Marques Souza, que teve fraturas em costelas, vértebras, clavícula e esterno, além de ferimentos na cabeça e na perna. Segundo a polícia, a vítima recebeu alta em estado estável. Na sequência, o médico dirigiu até Presidente Lucena, a cerca de 30 minutos de Novo Hamburgo, onde atropelou um idoso de 73 anos. Ele ficou internado por um dia, com fratura na perna e lesões no braço e no abdome, conforme informou o delegado Fábio Lopes.
Após os atropelamentos, o suspeito jogou o carro contra a casa do irmão, invadiu o imóvel e tentou agredi-lo com um pedaço de pau. A vítima conseguiu se proteger ao bloquear a entrada do quarto com um armário e fugir pela janela. O médico foi localizado e preso pouco depois, em sua residência, em São José do Hortêncio, a cerca de nove quilômetros de Presidente Lucena. A defesa não foi localizada. O espaço segue aberto.
Segundo o delegado Fábio Lopes, o investigado estava em surto psicótico no momento dos crimes. “Descartamos todas as demais hipóteses. Ouvimos o irmão vítima e familiares, não teria nenhum motivo para ele tentar matar o próprio irmão”, disse. Ele também afirmou que o médico fazia tratamento psiquiátrico.
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