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Mulher de 38 anos que fingia ter 12 passará por exame de sanidade mental nesta sexta (26)

Exame está marcado para a tarde em Florianópolis e será realizado por um psiquiatra forense

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Mulher de 38 que 'fingia' ter 12 anos usava mamadeira, chupeta e enganou família por 14 meses
Mulher de 38 que 'fingia' ter 12 anos usava mamadeira, chupeta e enganou família por 14 meses • Foto: Polícia Civil de Santa Catarina

A mulher de 38 anos que fingia ter 12 fará o exame de sanidade mental nesta sexta-feira (26), em procedimento realizado pela Polícia Científica.

Segundo o g1, o exame está marcado para a tarde em Florianópolis e será realizado por um psiquiatra forense.

Amanda Maria Souza de Oliveira está presa por estelionato e falsa identidade, após supostamente se passar por uma criança de 12 anos e viver durante 14 meses sob a guarda de uma família.

Além de mentir a idade, Amanda usava o nome 'Gabriele'. Ela adotou uma série de comportamentos infantis para sustentar a farsa e conquistar a empatia das vítimas.

Estratégias

Amanda usava as seguintes estratégias para fingir ser menor de idade:

  • Uso de acessórios infantis, como mamadeiras, chupetas e um paninho de dormir ("cheirinho").
  • Simulação de crises de pânico noturnas e alteração no tom de voz para parecer mais jovem.
  • Uso de diagnósticos falsos, como autismo, para justificar comportamentos e a ausência de documentos.

Para justifcar as características físicas de uma pessoa adulta, a suspeita alegava que os traços dela eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, período em que dizia ter sofrido abusos. Ela também convenceu os "pais" a não matriculá-la na escola, alegando que o suposto abusador poderia localizá-la.

A farsa teve início quando a mulher procurou um pastor de uma igreja local, alegando ter fugido do Pará devido a maus-tratos. Sensibilizada, a comunidade religiosa passou a ajudá-la financeiramente, e uma das famílias acabou se envolvendo emocionalmente, acolhendo-a em casa como filha.

Durante os 14 meses de convivência, a família adotiva arcou com medicamentos de alto custo e chegou a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para a suspeita. Os integrantes do núcleo familiar já haviam manifestado o desejo de oficializar a adoção, mas a mulher sempre evitava o assunto.

Porém, uma parente da família começou a desconfiar da situação e formalizou uma denúncia, o que levou os pais a procurarem a polícia. A investigação policial revelou que a suspeita é reincidente e especialista nesse tipo de golpe. Ela já possui antecedentes criminais por estelionatos idênticos praticados em pelo menos outros cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.