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Agente penitenciário é afastado suspeito de facilitar fuga de preso condenado por 10 homicídios

Investigação aponta possível falsificação de documentos e manipulação de registros no sistema prisional; detento segue foragido

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Penitenciária Estadual de Charqueadas (PEC) II. • Mauro Nascimento | Secom Rio Grande do Sul

Um policial penal foi afastado das funções pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal do Rio Grande do Sul após ser apontado como suspeito de participar de um esquema que teria permitido a fuga de um detento condenado por 10 homicídios. O caso ocorreu na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas, na Região Carbonífera gaúcha.

O preso, identificado como Willian Ramos Silveira, cumpria mais de 34 anos de pena por homicídio qualificado e desapareceu no fim de maio. A fuga do homem porém só foi descoberta durante uma conferência extraordinária realizada na unidade prisional dias depois. Desde então, o detento não foi mais encontrado e agora é considerado foragido da Justiça.

Conforme informações divulgadas pelo G1, a investigação indica que o nome de Willian teria sido inserido indevidamente em um alvará de soltura que originalmente pertenceria a outro detento que adquiriu direito à liberdade. Com isso, o detento teria deixado o presídio pela porta da frente, sem levantar suspeitas imediatas.

Ainda segundo a apuração do portal, registros posteriores também teriam sido adulterados no Sistema de Gerenciamento das Informações Penitenciárias (Infopen). Os lançamentos apontavam que o preso havia sido transferido para atendimento médico em um hospital, deslocamento que, de acordo com as investigações, nunca ocorreu. A suposta fraude teria contribuído para retardar a percepção do desaparecimento do detento.

A Corregedoria-Geral da Polícia Penal do Rio Grande do Sul instaurou um procedimento interno para apurar o caso e, por isso, determinou o afastamento cautelar do servidor suspeito. O homem não teve a identidade revelada. Paralelamente, a Polícia Civil investiga as circunstâncias da fuga e busca localizar o foragido. As autoridades também analisam se houve participação de outras pessoas no esquema e de que forma os documentos e registros teriam sido manipulados dentro do sistema prisional.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.