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Vítima perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos

Ao todo, dez mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo

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PCRS

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (13) uma operação contra um grupo que aplicou um golpe milionário em uma falsa plataforma de investimentos no Rio Grande do Sul. Uma única vítima perdeu R$ 37 milhões no esquema, conhecido como "Golpe do Abate dos Porcos", que também tem mandados cumpridos em Santa Catarina e São Paulo.

Ao todo, dez mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo. Até o momento, duas pessoas foram presas.

Segundo a polícia, o golpe é aplicado por meio da criação de uma relação de confiança com as vítimas, convencendo-as a realizar investimentos sob a falsa expectativa de altos lucros. Os criminosos prolongavam o contato para aumentar o aporte de investimentos na plataforma.

A vítima que denunciou o esquema e que teve prejuízo de R$ 37 milhões foi inserida em um grupo de mensagens que simulava uma comunidade de estudos sobre o mercado financeiro. Nesse espaço, supostos assistentes e outros participantes reforçavam a aparência de legitimidade e segurança da plataforma.

Ao tentar retirar dinheiro, a vítima tinha os saques bloqueados. Nesse momento, a pessoa afetada se deparava com supostas taxas e impostos necessários para acessar o patrimônio. Ao menos 140 potenciais vítimas estiveram expostas ao golpe financeiro.

A investigação aponta que os criminosos apresentavam análises de mercado com resultados positivos e supostos especialistas do setor para dar credibilidade ao esquema.

O golpe era estruturado e contava com uma divisão de tarefas, desde a captação das vítimas até o convencimento para novos aportes e o posterior bloqueio das operações financeiras.

Para aplicar as fraudes, os criminosos utilizavam "laranjas" para abrir empresas e contas bancárias. Essas pessoas forneciam informações pessoais que possibilitavam a formalização do falso negócio e o acesso a aparelhos, senhas e credenciais para a movimentação financeira.

Grandes volumes de dinheiro obtidos pela ação criminosa circulavam por empresas formalmente registradas em nome de pessoas que não necessariamente faziam parte das operações.

Uma das frentes de investigações é a participação de agentes de instituições financeiras na organização para a facilitação do acesso a contas bancárias. Uma profissional já é investigada após a apuração localizar acessos internos compatíveis com os utilizados pelo grupo criminoso.

Em relação à vítima que perdeu R$ 37 milhões, das 25 empresas às quais ela realizou aporte, 24 delas possuíam contas em uma mesma instituição financeira.

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