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Voepass rebate relatório do Cenipa e afirma que sempre seguiu protocolos de segurança

Companhia se manifesta após investigação apontar combinação de fatores na queda do voo 2283, que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP)

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ATR que hoje é da frota da Voepass pegou fogo durante voo em 2010 | CNN Brasil
Voepass • Créditos: CNN Brasil

A Voepass afirmou, nesta quinta-feira (23), que sempre adotou procedimentos rigorosos de segurança, treinamento e capacitação de tripulações após o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluir que a queda do voo 2283, que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024, foi provocada por uma combinação de fatores.

O relatório apontou condições severas de formação de gelo, falhas no sistema de degelo da aeronave, ações da tripulação e deficiências na cultura organizacional da companhia, além de problemas no registro de falhas de manutenção. A investigação tem caráter preventivo e não atribui responsabilidades civis ou criminais. Em nota, a companhia classificou o acidente como "o episódio mais difícil" de seus mais de 30 anos de atuação na aviação brasileira e afirmou que permanece solidária às famílias das vítimas.

"A queda do voo 2283, em 9 de agosto de 2024, foi o episódio mais difícil da história da Voepass. Desde o momento do acidente, a empresa esteve solidária às famílias das vítimas, compartilhando uma dor que permanece presente em sua memória", informou.

A empresa destacou que, ao longo de mais de três décadas de operação, nunca havia enfrentado uma tragédia semelhante e afirmou que sempre manteve procedimentos voltados à segurança operacional, à capacitação e à orientação das tripulações.

Segundo a Voepass, suas operações seguiram padrões internacionais de segurança e a companhia mantém, desde 2012, a certificação IOSA (IATA Operational Safety Audit), concedida pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) a empresas aprovadas em auditorias de segurança.

A companhia também afirmou que a tripulação do voo 2283 era experiente, acumulava mais de 5 mil horas de voo, estava devidamente certificada e com treinamentos técnicos e avaliações de saúde atualizados. De acordo com a empresa, não havia registros prévios ou qualquer fator que impedisse a atuação dos profissionais.

A Voepass informou ainda que colaborou com as investigações conduzidas pelo Cenipa desde o início da apuração e reafirmou que permanece à disposição das autoridades. "Desde o início das apurações, a Voepass atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas e segue à disposição de todas as instituições e agentes envolvidos para colaborar com o que for necessário", concluiu a empresa.

Veja a nota na íntegra:

"A queda do voo 2283, em 9 de agosto de 2024, foi o episódio mais difícil da história da VOEPASS. Desde o momento do acidente, a empresa esteve solidária às famílias das vítimas, compartilhando uma dor que permanece presente em sua memória.

Em mais de 30 anos de operações na aviação brasileira, a companhia jamais havia enfrentado uma situação como essa. Ao longo de três décadas, sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação.

A atuação da empresa sempre esteve pautada em padrões de segurança internacionais, contando inclusive com a certificação IOSA desde 2012, um requisito de excelência operacional emitido apenas para empresas auditadas IATA.

A tripulação do voo 2283 era experiente, capacitada e devidamente certificada, acumulando mais de 5.000 horas de voo e com treinamentos técnicos e acompanhamentos de saúde rigorosamente atualizados, sem qualquer registro prévio ou fator que impedisse sua atuação.

Desde o início das apurações, a VOEPASS atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas e segue à disposição de todas as instituições e agentes envolvidos para colaborar com o que for necessário."

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