Laboratório que teve vírus roubado opera sob nível de biossegurança três, diz Unicamp
A reitoria da universidade informou, ainda, que o Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia segue protocolos rígidos de segurança

O laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de onde foram furtados vários materiais de pesquisa opera sob nível de biossegurança 3 (NB-3), considerado de alto risco individual e moderado risco para a comunidade, segundo o Ministério da Saúde. A informação foi confirmada pela universidade em nota neste domingo (29).
Em ambientes NB-3, é feito o manuseio de agentes biológicos com capacidade de transmissão, especialmente por via respiratória, e potencial de causar doenças graves ou até letais em seres humanos e animais. Por mais que haja o risco, os agents costumam ter medidas profiláticas e terapêuticas disponíveis, como o caso do vírus da imunodeficiência humana (HIV), por exemplo.
A reitoria da universidade informou que o Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia segue protocolos rígidos de segurança. Em nota, a Unicamp informou que o episódio foi um "caso isolado" e que está sendo apurado pelas autoridades.
"Assim que tomou conhecimento da ocorrência, a universidade acionou a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o que resultou na rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos e, paralelamente, foi instaurada uma sindicância interna para apurar responsabilidades", diz a nota.
Não havia organismos geneticamente modificados entre os itens furtados. Ainda não se sabe a motivação do crime.
*Com CNN
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