IML não aponta lesões em menina no caso Palmeiras; abuso não foi descartado
Mãe encontrou secreção íntima na filha após breve desaparecimento; clube afirma que colabora com as investigações

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que não foram identificadas lesões físicas na menina de 4 anos que teria sido vítima de estupro de vulnerável nas dependências do clube social do Palmeiras, na Zona Oeste da capital paulista. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela Polícia Civil nesta terça-feira (23).
Apesar disso, a hipótese de que os atos libidinosos ocorreram não está descartada pelas investigações. Segundo informações confirmadas pela reportagem, o laudo se assemelha à maioria dos exames periciais em casos dessa natureza, em que não houve conjunção carnal, não foram constatadas lesões corporais e também não foi identificada a presença de sêmen.
Contudo, a polícia enfatiza que, se houve a prática de algum ato libidinoso contra a criança, este não deixou vestígios físicos que pudessem ser identificados pelo exame, de modo que a hipótese de abuso sexual em nenhum momento foi descartada e segue no escopo das investigações.
Já a Secretaria de Segurança Pública afirma em nota que as apurações continuam. O caso, inicialmente registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), agora prossegue sob investigação da 9ª DDM.
A pasta ainda reforçou que os detalhes das investigações serão preservados por envolver menor de idade e se tratar de crime sexual.
Sobre o resultado dos laudos, o Palmeiras afirmou que segue colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela polícia e respeita o sigilo necessário para o esclarecimento dos fatos.
Relembre o caso
O caso ocorreu no último dia 10 de junho, dentro de um dos banheiros masculinos da sede social do Palmeiras, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. A denúncia aponta que um homem de 74 anos teria atraído a menina oferecendo pipoca.
A mãe relatou que notou o breve sumiço da filha e, em seguida, a viu retornando da direção do banheiro masculino dizendo "é segredo". Ao chegar em casa e dar banho na criança, a mãe encontrou uma secreção em sua região íntima.
Ao ser questionada, a menina afirmou que um "vovô" havia tocado em suas partes íntimas. O suspeito, segundo as investigações, é avô de um colega de escola do irmão da vítima.
Quando o caso veio à tona, o Palmeiras afirmou que a menina recebeu atendimento médico e que o clube designou um de seus advogados para que a acompanhasse até a delegacia.
O associado suspeito pelo crime foi suspenso e, conforme determinação da presidente do clube Leila Pereira, deverá ser expulso assim que comprovada a autoria ou participação no caso.
*Com informações de Khauan Wood, da CNN Brasil
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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