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Justiça condena pai que matou filha de 4 anos asfixiada em São Paulo

Decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri da Capital; criança foi encontrada com machucados espalhados pelo corpo

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Divulgação | Polícia Civil SP

A Justiça de São Paulo condenou um homem a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato da própria filha, de 4 anos. O julgamento foi concluído na noite da última sexta-feira (14).

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o crime foi classificado como feminicídio. A pena também foi agravada por a vítima ser menor de 14 anos.

Na época do crime, Ricardo Krause Esteves Najjar havia buscado a filha na escola e a levado para casa. Ele afirmou ter encontrado a menina caída no chão depois de ela sair do banho. A criança havia sido sufocada com um saco plástico e apresentava machucados pelo corpo. Ricardo alegou que a menina teria se sufocado sozinha.

O réu já havia sido condenado em um primeiro julgamento por homicídio doloso qualificado, mas a decisão foi anulada devido a uma contradição nos votos dos jurados.

Em um segundo júri, o crime foi desclassificado para homicídio culposo, mas a pena foi considerada prescrita em razão do tempo transcorrido. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu da decisão e argumentou que ela contrariava as provas técnicas do processo, que indicavam que a morte ocorreu em decorrência de uma ação humana dolosa.

De acordo com o MP, o laudo necroscópico apontou que as lesões encontradas no corpo da criança eram incompatíveis com acidente ou asfixia acidental.

O TJSP acolheu o recurso e determinou a realização de um terceiro julgamento. A defesa de Ricardo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o recurso foi rejeitado.

Neste terceiro júri, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria do crime e a qualificadora de meio cruel, considerada pelo tribunal como um recurso que impediu a defesa da vítima.

*Com informações de Giuliana Zanin, da CNN Brasil

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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