Professora que furtou vírus na Unicamp usou aluna para acessar laboratório
Investigações da PF apontam que Soledad Palamenta Miller se aproveitou de influência como docente para entrar em área restrita

As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que Soledad Palameta Miller, professora detida suspeita de furtar vírus de um laboratório de biologia da Universidade de Campinas (Unicamp), teria usado de sua influência como docente para acessar a área restrita.
Segundo as diligências, a professora, que não possui laboratório próprio na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), pediu que uma aluna de mestrado abrisse as portas do local para conseguir acessar as amostras.
A docente pode responder criminalmente por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.
Relembre o crime
Há pouco mais de um mês, no dia 13 de fevereiro, o Laboratório de Virologia Aplicada da Unicamp sentiu falta de algumas caixas com amostras virais. No mesmo dia, a universidade paulista notificou o desaparecimento do material às autoridades.
De acordo com informações da PF, a professora furtou o material e o transferiu para freezers de outros pesquisadores, descartando frascos em lixos comuns, no caminho.
Além da PF, as diligências têm apoio da Anvisa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, inclusive, localizou o material aberto e manipulado e, ao recuperar as amostras, as encaminhou para análise no Ministério da Agricultura.
Desdobramentos
A professora foi presa em flagrante nesta segunda-feira (23), mas foi solta logo em seguida após passar por audiência de custódia.
Após pagamento de fiança, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora. A mulher, porém, está proibida de frequentar os laboratórios da universidade.
Pronunciamento da universidade
Em nota, a Unicamp informa que ao tomar conhecimento da ocorrência de furto de materiais de pesquisa, diante da gravidade do fato e da natureza do patrimônio científico envolvido, a Instituição acionou a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a condução das investigações e procedimentos periciais necessários.
A universidade aponta que colabora com as autoridades e vêm tomando todas as medidas cabíveis. A instituição reforça ainda que os possíveis envolvidos no furto serão responsabilizados conforme prevê a lei.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



