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Aluna que se intoxicou em piscina onde mulher morreu em São Paulo tem alta hospitalar

Incidente resultou na morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que também utilizava a piscina

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Caso Piscina Academia SP
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Após passar uma semana internada, sendo quatro dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Letícia Oliveira, de 29 anos, recebeu alta hospitalar. Ela é uma das sobreviventes do trágico episódio de intoxicação ocorrido no último dia 7 de fevereiro na academia C4 Gym, localizada na zona leste de São Paulo. Letícia estava na piscina acompanhada da filha de 3 anos no momento em que os frequentadores começaram a passar mal devido à exposição a um gás tóxico.

O incidente resultou na morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que também utilizava a piscina no momento da contaminação. Com a saída de Letícia do hospital, o número de vítimas que já receberam alta subiu para seis, incluindo o marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, que deixou a UTI no último domingo.

Em depoimento à "TV Globo", Letícia expressou gratidão pela recuperação, mas cobrou justiça, ressaltando que cerca de 15 crianças frequentavam a piscina naquele dia e que a tragédia poderia ter tido proporções ainda maiores.

As investigações apontam que a intoxicação foi causada pela formação de gás cloro, substância altamente nociva, originada possivelmente de uma mistura inadequada de produtos de limpeza em um balde deixado à beira da piscina. Relatos de alunos e imagens de câmeras de segurança descrevem momentos de pânico, com frequentadores sentindo forte ardência nos olhos antes de abandonarem a água às pressas.

Diante da gravidade dos fatos, a Prefeitura de São Paulo interditou o estabelecimento. A Polícia Civil indiciou os três sócios da academia — Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração — por homicídio com dolo eventual.

No relatório de indiciamento, o delegado Alexandre Bento, titular do 42º DP (São Lucas), sustenta que os empresários agiram com displicência no socorro às vítimas e tentaram dificultar o trabalho investigativo, chegando a descaracterizar a cena do ocorrido. Embora a autoridade policial tenha solicitado a prisão dos envolvidos, o pedido foi negado pela Justiça.

Procurada para comentar os novos desdobramentos, a defesa dos sócios não retornou o contato até o fechamento desta edição. Em manifestações anteriores ao jornal O Estado de S. Paulo, os advogados afirmaram que seus clientes permanecem à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Com informações de Estadão Conteúdo

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