O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou mais dez policiais militares por irregularidades cometidas durante a Operação Contenção,
Em uma das denúncias, cinco policiais são acusados de manipular as câmeras corporais — equipamentos de uso obrigatório durante as operações — de forma a dificultar ou impedir a gravação das imagens. A análise feita pelo Ministério Público nas
Na segunda denúncia, esses mesmos cinco policiais e outros cinco militares são acusados de entrar em casas e estabelecimentos comerciais sem autorização. De acordo com o documento, os agentes teriam usado ferramentas como chaves micha, facões e chaves de fenda para abrir portas e portões. Em alguns casos, a invasão não ocorreu porque eles não conseguiram abrir os acessos.
As imagens analisadas pelo Ministério Público também indicam que alguns policiais circularam pelos cômodos das residências, mexeram em objetos e chegaram a consumir alimentos que estavam na geladeira dos moradores. As denúncias foram apresentadas pela 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar e envolvem agentes do Batalhão de Ações com Cães (BAC).
Outras denúncias
O MPRJ informou que já apresentou outras seis denúncias relacionadas à Operação Contenção. Ao todo, nove policiais militares já haviam sido denunciados anteriormente por diferentes irregularidades.
Entre os casos investigados estão a apropriação de um fuzil encontrado em uma casa no Complexo do Alemão, o furto de peças de um carro na Vila Cruzeiro, invasões de domicílio, constrangimento de moradores e a retirada de bens durante ações policiais. Também foram relatadas tentativas de desligar ou bloquear o funcionamento das câmeras corporais.
Com as novas denúncias, o número total chega a oito ações na Justiça contra 19 policiais militares por suspeita de irregularidades durante a operação.