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Caso Henry: defesa de Dr. Jairinho diz ter prova inédita da causa da morte

Leniel Borel, pai de Henry, rebate argumento dos advogados e chama narrativa de 'uma grande mentira'

Por e 
Henry Borel
Caso Henry: defesa de Dr. Jairinho diz ter prova inédita da causa da morte • Reprodução

O II Tribunal do Júri da cidade do Rio de Janeiro realiza nesta segunda-feira (23) o julgamento da morte de Henry Borel, que faleceu aos 4 anos em março de 2021. Jairo Souza Santos Júnior, padrasto da criança, e Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, a mãe, são réus por homicídio e estão presos.

Em entrevista à Itatiaia, o advogado Fabiano Lopes, um dos responsáveis pela defesa de Dr. Jairinho, disse ter "total convicção" da inocência do cliente e ter uma nova versão para a morte de Henry.

"Eu tenho total convicção que o Jairinho é inocente. A gente sabe porque essa criança morreu. Nós não vamos adiantar agora porque é a única coisa que nós ainda não levamos ao processo", disse.

"Nós vamos explicar porque o Leniel [pai de Henry] foi parar no INTO [Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia]. Nós vamos explicar porque a criança estava com dor de cabeça no domingo quando acorda ", acrescentou.

A defesa de Dr. Jairinho argumenta que Henry Borel pode ter morrido por causas naturais ou erro médico no hospital e que as provas de agressão foram alteradas após supostas manipulações das investigações.

'Uma grande mentira', diz pai

A Itatiaia conversou com Leniel Borel, pai de Henry. Ele chamou os argumentos dos advogados do réu de "uma grande mentira". "Eles podem vir me atacar, mas eu estou com Deus. Eu estou com o certo e com a verdade. E quem fala a verdade fala 10 mil vezes", afirmou.

Eu tenho mais tempo lutando por justiça pelo meu filho do que o tempo que eu tive com ele em vida.

Leniel Borel

"Eu queria pedir a todos que estejam com a gente: não larguem a nossa mão na luta por justiça pelo meu filho. Eu sou grato a cada um que está com a gente nesses últimos 5 anos por justiça, porque é muito difícil levantar continuar a caminhada sem meu filho", reforçou.

Padrasto e mãe vão a júri popular

Jairo responde por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Já Monique responde por homicídio por omissão, também qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa. Em ambos os casos, há agravante pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos. Os dois também são acusados de coação no curso do processo.

Ambos estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Monique está detida no Instituto Penal Talavera Bruce, uma das maiores unidades prisionais femininas do estado. Já Jairo está no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.