Adolescente se entrega, e polícia captura todos os envolvidos em estupro coletivo no RJ

Menor de idade é suspeito de planejar o abuso; outras duas vítimas denunciaram o grupo por crimes similares

Suspeitos de praticarem estupro coletivo contra adolescente em Copacabana são de classes média e alta

O menor de idade suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (6). Ele era o último foragido do caso, já que outros quatro jovens já haviam sido presos por participação no abuso.

O grupo foi indiciado pela delegacia de Copacabana, bairro onde o crime aconteceu, que representou pela prisão dos homens e pela apreensão do adolescente, na última sexta-feira (27). O estupro, porém, aconteceu cerca de um mês antes: em 31 de janeiro deste ano.

Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19, responderão pelo crime de estupro. O menor envolvido responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime.

Além da adolescente, outras vítimas procuraram a delegacia para denunciar o grupo de jovens. Eles estariam envolvidos em pelo menos mais dois casos de crimes sexuais. Segundo a polícia, inquéritos foram instaurados para apurar os fatos.

Relembre o crime

O crime aconteceu no dia 31 de janeiro desse ano, 2026. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), a vítima contou aos investigadores que recebeu uma mensagem enviada por um aluno da mesma escola em que estuda, com quem ela já se relacionou entre 2023 e 2024. No texto, ele a convidava para ir até o apartamento de um amigo.

No prédio, a adolescente foi conduzida até um quarto do apartamento, onde quatro homens e um menor de idade passaram a insistir que ela mantivesse relações sexuais com eles. Mesmo após a vítima recusar, os suspeitos teriam se despido e abusado da menina, cometendo violência física e psicológica.

A vítima relatou que levou tapas, socos e um chute na região abdominal e que tentou sair do quarto, mas foi impedida. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física como escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal.

A polícia acredita que o crime tenha sido uma emboscada planejada. Se condenados, os envolvidos podem pegar quase 20 anos de prisão.

Circuito de segurança

A Itatiaia teve acesso a imagens de câmeras de segurança do corredor do condomínio onde o crime aconteceu. Confira:

Na gravação, é possível notar o momento em que a vítima chega ao local acompanhada de um dos suspeitos, de camisa azul. Os dois caminham pelo prédio e entram em uma porta. Momentos depois, a dupla sai e a menina segue o suspeito até que entrem em um apartamento.

Mais tarde, por volta das 19h, um trio de homens é visto passando pelo corredor. Em seguida, os jovens entram no mesmo imóvel.

Mais de uma hora depois, às 20h40, os jovens são vistos deixando o condomínio, quatro deles mostrados na primeira parte da gravação e um quinto homem que não havia aparecido nas filmagens até então. A vítima não é mostrada saindo do prédio.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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